Freguesias

Município do Marco de Canaveses

Mapa do Município do Marco de Canaveses

Nova organização administrativa

Compreende uma área de 202 quilómetros quadrados, pela qual se distribuem 16 freguesias: Banho e Carvalhosa, Constance, Soalhães, Sobre Tâmega, Tabuado, Vila Boa do Bispo, Alpendorada, Várzea e Torrão, Avessadas e Rosém, Bem Viver, Santo Isidoro e Livração, Marco, Paredes de Viadores e Manhuncelos, Penhalonga e Paços de Gaiolo, Sande e S. Lourenço do Douro, Várzea, Aliviada e Folhada, Vila Boa de Quires e Maureles.

De acordo com estudos etimológicos, o primeiro elemento do topónimo principal do concelho ("Marco") terá sido atribuído a esta terra pelo facto de aqui ter existido uma marca de pedra, que assinalava a divisão das freguesias de Fornos, São Nicolau e Tuías. "Canaveses", por sua vez, deriva de "canavês", que significa "terreno onde se cultiva câneve, ou seja, cânhamo. Esta designação é, assim, alusiva à cultura de cânhamo, outrora abundante nesta região.

A julgar pelos vestígios arqueológicos encontrados no território do actual concelho de Marco de Canaveses, este foi povoado desde o período do Neolítico. Mais tarde, recebeu a presença do povo romano, que também deixou fortes marcas da sua passagem, nomeadamente as termas, o fórum, as zonas habitacionais e uma necrópole da povoação de Tongóbriga.


As raízes históricas deste concelho estão ligadas à antiga vila de Canaveses, cujo senhorio pertenceu à família de D. Gonçalo Garcia, entre 1255 e 1384. Neste ano, Canaveses foi entregue, por D. João I, a João Rodrigues Pereira. Já no século XIX, as suas terras foram integradas no município de Soalhães. Contudo, esta situação foi alterada em 1852, com a criação do concelho de Marco de Canaveses, que resultou da anexação dos concelhos de Benviver, Canaveses, Soalhães, Portocarreiro e parte dos de Gouveia e Santa Cruz de Riba Tâmega.

Alpendorada, Várzea e Torrão

Informações gerais da freguesia Alpendorada:

Área: 10.54 km2
População Residente: 4.858 habitantes
Densidade populacional: 460 hab/km2
Orago: S. João Baptista
Actividades económicas: Extracção e preparação de granito, construção civil, indústria têxtil e agricultura
Feiras: Mercado semanal aos sábados
Festas e Romarias: S. João Baptista (Junho), S. Miguel, Senhora da Silva (Agosto) e S. Sebastião
Património cultural e edificado: Igreja matriz, convento de Alpendurada, Capela de S. Sebastião, Castro de Arados, Memorial de D. Sousinho Álvares, campa medieval de granito e Casa de Vilacetinho
Outros locais de interesse turístico: Barragem e Albufeira do Tâmega
Artesanato: Peças decorativas em granito e tecelagem
Colectividades: F. C. Alpendurada, ARCA- Associação Recreativa Cultural de Alpendurada, Rancho Folclórico S. João Baptista de Alpendurada, Clube de Caça, Clube de Pesca e desportos Náuticos, Clube de Atletismo CIAA e Fanfarra Juvenil de Alpendurada

Caracterização da Freguesia:

Alpendorada e Matos fica no extremo sul do concelho de Marco de Canaveses, já a bordejar o rio Douro e nas margens do Tâmega. Ambos os rios a regalam com as respectivas albufeiras; Cada um deles oferece margens de água com aproximadamente cerca de 5 km cada uma, como molduras de azul e frescura para a beleza natural que já ali estava e era muita.
Dista uns 15 km da sede do concelho e numa área de 836 hectares abriga ao mesmo tempo, muita história, um rico patrimônio, a riqueza económica dos seus granitos e principalmente, cerca de 5 mil orgulhosos residentes.
A estrutura etária da população é preponderantemente jovem. Apenas cerca de 7% da população terá 64 anos ou mais. Já em 1991, a taxa de analfabetismo (6,2%) era mais baixa que a média do concelho (10,4%) e a maioria da população estava habilitada com a escolaridade primária (54,4% ) e 20% com o ensino preparatório. A taxa de atividade era de 41,4%, sensivelmente equivalente à taxa concelhia, mas 73,8% dos activos já encontravam emprego no sector secundário, enquanto que 20,6% estavam empregados no terciário de natureza social e económica.

Há séculos (e apetece dizer, que desde os tempos dos antepassados castrejos da Idade do Ferro que vieram construir aqui, o Castro de Arados), que nesta terra se trabalha e vive da pedra extraída do solo granítico. Não há desemprego em Alpendorada e Matos e são às centenas os que vêm de fora a trabalhar nas explorações da freguesia. Daí que 90% dos activos trabalhem na sua terra e só alguns (10%), com habilitações muito específicas, tenham de sair da freguesia por razões de trabalho. A exploração e transformação de granitos, tem mais de um século de sucesso económico.

Primeiro foram as ruas térreas do Porto que se melhoraram com as suas guias e cubos para os graciosos e cómodos passeios. Vieram depois as obras escolares do Estado Novo na década de 40, os esteios para as vinhas, a monumental Ponte Duarte Pacheco em Entre-os-Rios, várias igrejas e o Palácio da Justiça do Porto entre muitas outras obras. Alpendorada tornou-se por esta via, sinónimo da boa pedra de granito de construção. Actualmente, a freguesia exporta para todo o mundo e principalmente para toda a Europa que absorve 90% da produção. Outrora, a pedra era carregada em valentes barcos rabelos pelo Rio até à Foz do Douro. Hoje, em cada dia, mais de 200 pesados camiões demandam o mundo a partir de Alpendorada. Naturalmente que outros ramos industriais se estão a instalar, designadamente na área das confecções por causa da abundância de mão-de-obra feminina e a construção civil. A agricultura é residual, apesar de se notar que foi muito importante em tempos passados. Restam as memórias e uma ambiência ainda carregada de valores rurais, mas os campos já só são trabalhados como complemento das economias familiares.
As excepções, que as há, vão para as boas quintas, produtoras das melhores marcas de vinho. O comércio local responde com qualidade e variedade às necessidades correntes do consumo diário. Para todos os demais serviços e produtos mais sofisticados, há que ir ao Marco ou até ao Porto. No entanto, o mercado semanal de Alpendorada, para além de ser quase uma festa, constitui-se em bom abastecedor de quase tudo quanto a população precisa.

Os serviços oficiais, as repartições e as maiores superfícies estão no Marco.
Relativamente às infraestruturas escolares ao todo, são cerca de 65 salas que albergam as crianças, os estudantes e os professores, desde o básico e o ensino especial, até ao E.B. 2-3, passando por aulas de formação profissional para futuros canteiros.
Motivos de atracção não faltam. Alpendorada tem uma longa e rica história de que a população retira com orgulho a sua identidade cultural, ou não fora aqui escrito o primeiro documento notarial redigido já em formas evoluídas do latim bárbaro e que se aproximam muito do português. O documento tem a data de 690. As terras de Alpendorada, localizadas nas faldas do Monte de Santiago de Arados (de onde deve ter-se originado o povoamento documentado no Castro de Arados, hoje classificado como monumento nacional e um dos mais interessantes e completos a nível nacional), foram depois também terras de São Bento, quando por iniciativa do clérigo Velino, abade de Sabina, se fundou o Mosteiro de Alpendorada, nos meados do século XI. O Mosteiro foi uma das poucas comunidades de monges rurais que teve sucesso no Entre-Douro e Minho. D. Teresa em 1123, fez Couto das suas propriedades que eram extensas e rendosas. D. Afonso Henriques confirmou esta isenção fiscal e administrativa, em 1132. No reinado de D. João I, o abade Afonso Martins já tinha prestígio e poder para ser nomeado Capelão da Corte e Conselheiro do Reino. Durante todo esse tempo, a vida monacal andou ligada à família de D. Moninho Viegas e às lendas trágicas dos amores, das vinganças e das promessas por cumprir, todas muito caras ao imaginário popular nortenho.

Salvo um curto período de 10 anos, os monges estiveram em Alpendorada até 1834, mas no fim do século XVI, quase foi esvaziado de tudo, de pessoas e riquezas, em favor do Convento de São Bento da Victória do Porto. Felizmente foi recuperado por D. Frei Jerónimo Freire em 1611. Já pouco resta desse Convento, à excepção da sua bela igreja muito alterada e do velho e arruinado claustro. O que agora vemos, é da segunda metade do séc. XV e não tem o valor arquitectónico original, a avaliar pelas pedras avulsas existentes no Convento e na actual Igreja. Ligadas à memória desta casa conventual andam recordações de enormes pomares e laranjais, dos vinhedos e dos enormes celeiros de que vivia a comunidade de Alpendorada e que as outras invejavam. Anda também ligado, o pouco que se sabe da sua biblioteca, uma das mais importantes do Reino e que mesmo após o incêndio provocado pelos soldados franceses, chegou para enriquecer os Arquivos Distritais de Braga, do Porto e do Tombo.

A Junta de Freguesia tudo tem feito para preservar este rico património ou pelo menos para o divulgar. Neste aspecto tem sido positivamente auxiliada pela dinâmica do associativismo local. Fruto dessa acção conjunta e persistente, no ano de 1998 mais de 15000 visitantes vieram até ao Convento de Alpendorada ou utilizaram o Salão de Festas de Vilacetinho para os mais variados eventos sociais e culturais.

Alpendorada, com o Convento e Igreja, com o Castro, com o Memorial, com a Campa Medieval e principalmente com a paisagem entre albufeiras e os seus recantos alcandorados e naturais, é um dos mais importantes destinos para o turismo cultural da região. Por isso é convite. Mas para os seus, é terra onde merece a pena viver. Prova disso, está no ambiente urbano e residencial e está na vida associativa onde se pratica e aprende quase tudo, desde música e inglês, ao futebol com o Futebol Clube de Alpendorada, às actividades desportivas e culturais organizadas pela A.R.C.A., ao Rancho Folclórico, ao Ginásio Clube, ao Clube de Caçadores, ao Clube de Pesca e Náutica, ao Clube de Atletismo Independente, aos Amadores de Pesca, aos amantes do Ciclismo até aos Zés Pereiras do agrupamento de José Soares. O elenco é grande e não está completo, o que diz bem da força com que o associativismo anima a vida em Alpendorada e Matos.


Informações gerais da freguesia Várzea do Douro:

Área: 4.79 km2
População Residente: 2.000 habitantes
Densidade populacional: 418 hab/km2 Orago: S. Martinho
Actividades económicas: Agricultura, pequena indústriae comércio
Festas e Romarias: S. Martinho
Património cultural e edificado: Igrejas velhas e nova, Capela da Senhora da Guia, Capela de Nossa Senhora de Lurdes, Casa da Soalheira e ruínas romanas.
Gastronomia: Sável e Lampreia
Locais de interesse turístico: Cais de Bitetos
Colectividades: Associação Desportiva e Cultural de Várzea do Douro, Clube Náutico

Caracterização da Freguesia:

Banhada em toda a parte sul pelo rio Douro, a freguesia de Várzea deve o seu nome ao facto de se situar em terrenos muito férteis. A água, aqui, é abundante, a do Douro e a de vários regatos que percorrem a povoação. Este factor facilitou a fixação populacional em épocas recuadas.

O alto do Moirinte, no limite desta freguesia com as de Torrão e Alpendorada e Matos, é o representante de um tipo de "habitat" castrejo que se terá desenvolvido a partir do séc. X a. C.. Situado a 279 metros de altitude, é uma espécie de promontório, um "plateau" cuja arredondada coroa se estende por muitas centenas de metros. Por ser de fácil acesso, necessitou de muralhas e fossos defensivos, dos quais não restaram, no entanto, quaisquer vestígios.

A romanização desta freguesia é evidente. Além do importante espólio encontrado ( sigilatas hispânicas e claras dos séculos I a III), que permitiu verificar a existência de estruturas habitacionais daquele período, surgiu uma lápide assim transcrita por João Pedro Ribeiro, primeiro, e depois Hubner: " TAMEOBRIGO/ POTITUS/ CVMELL/ VOTVM/ PATRIS/ S. L. M.". Uma lápide que nos deu a conhecer o culto local ao Deus Tameóbrigo.

A própria toponímia é elucidativa. Nomes como Chaim, Guilhado ou Monim denotam claramente um sentido relacionado com a existência de " villas" rústicas que de origem seriam romanas. Topónimos como Paredes ou Pena, por seu lado, referem-se provavelmente a edificações castelejas.

Desde o século XI, esta povoação de São Martinho, nome pelo qual era designada, aparece sob domínio dos gscos de Ribadouro. Foi seu primeiro senhor D. Mónio Viegas I e sucessor deste D. Garcia Moniz, que doou ao rei Garcia da Galiza, em 1066. Segundo o documento, a igreja local, dedicada ao grande evangelizador dos suevos, era já nessa altura muito antiga.

Nas inquirições de D. Afonso III ( 1258), vem citada a paróquia de " Sancti Martini de Varzea" e asua situação à época. Refere o padre Egas Mígueis que não possuía a coroa qualquer direito sobre a freguesia, visto ser o seu padroado dos Mosteiros de Alpendorada e Vila Boa do Bispo, ambos fundados pelos Gascos.

Nos inícios do século XIV, o censual do Cabido cita Várzea no arcediago de bem - Viver, pertencendo, além das referidas instituições monásticas, à Mitra e ao Papa.
Tinha o seu abade, nos últimos tempos dos padroados, 320$00 réis de rendimento anual.

Administrativamente, Várzea pertenceu ao Concelho de Bem - Viver até 1853, data em que se passou, por extinção deste, para o Marco de Canaveses.
Entre uma Igreja Matriz de traça bem moderna e uma Casa de Fontabom que pertenceu à família Soares da Mota ( séc. XVI), escolhemos o Cais de Bitetos como o mais importante ponto de atracção turística de Várzea do Douro, já é referido nas " Memórias Paroquiais" de 1758: " O lugar de Bitetos acima referido, onde está a capela de S. Bernardo, é um dos melhores portos que tem o rio Douro. Nele há vários barcos, que todas as semanas vão à cidade do Porto levar fazendas que as terras dão de si. (...) Nos barcos desta ribeira se conduzem as maiores fazendas para a feira de S. Miguel que se faz no couto de Escamarão, nas margens do dito rio e do Paiva."
Com a dinamização dos meios de transportes terrestres, o rio Douro perdeu importância de outrora, assim aconteceu também com o Cais de Bitetos, até ao século passado ponto de paragem obrigatório para os famosos barcos rabelos.
Mesmo assim, Bitetos continua a ser procurado, sobretudo pelos amantes dos desportos náuticos, que ali encontram condições ideais para o desenvolvimento daquelas actividades. O Clube Náutico de Várzea do Douro congrega em seu redor uma multidão de adeptos da canoagem. Além desta, a Associação Desportiva e Cultural de Várzea do Douro vai tentando dinamizar culturalmente as gentes da freguesia.


Informações gerais da freguesia Torrão:

Área: 1.47 km2
População Residente: 949 habitantes
Densidade populacional: 646 hab/km2 Orago: Santa Clara
Actividades económicas: Comércio- Com domínio no mobiliário e doçaria; construção civil – Absorve 70% da actividade económica; Agricultura de subsistência 15% de actividade.
Festas e Romarias: Semana Santa
Património cultural e edificado: Igreja Paroquial e Ponte Duarte Pacheco, Sobre o Tâmega
Outros Locais de interesse Turístico: Turismo religioso - Edoenças da Páscoa; Cruzeiro- Bicentenário; Zona Marginal (Lugar da Praia) Barragem do Torrão – Albufeira propicia desportos náuticos, Turismo fluvial, Miradouro do alto de Moirinte; Gastronomia – Lampreia e Sável
Colectividades: Sociedade Columbófila Foz-do-Tâmega, Grupo de Jovens “água Viva” e Grupo Desportivo de Torrão.

Caracterização da Freguesia:

Quando se fala em Torrão, logo nos vem à lembrança a Barragem do mesmo nome. Polémico empreendimento, inaugurado em 1989, mas importante factor de desenvolvimento de toda a região. A posição geográfica do Torrão terá estado na base do seu remoto povoamento e ainda de alguma da toponímia da Freguesia. A velha Paróquia de São Salvador de Entre-Ambos-os-Rios corresponde exactamente ao actual Torrão, pois a designação aplicava-se ao único ângulo do Tâmega com o Douro. A povoação seria, durante a época romana, um apêndice da importante "civitas" de Anégia.

Sabe-se, deste período da história do Torrão, que os romanos conheceram as águas sulfurosas de Entre-os-Rios, pois foi descoberto um balneário romano junto ao actual de São Vicente, além de diversos achados arqueológicos.
Um dos primeiros documentos que cita Entre-os-Rios data de 1097. É uma sentença do Mosteiro de Pendorada: "et venerunt in unum ante Egas Erlnigici, qui erat eorum senior inter ambos Ribulos". Assim, o Torrão terá estado inicialmente na área de influência de Alpendorada.

Em 1123, na carta de couto deste Mosteiro, é indicada a separação com o Couto de Entre-Ambos-os-Rios. Mesmo não se sabendo a delimitação exacta de cada um dos coutos, é de crer que o Torrão tivesse passado nessa data para o de Entre-os-Rios. Este devia limitar-se à zona ribeirinha ou ir além da encosta do Moirim.
Em 1211, D. Sancho I concedeu à condessa D. Toda Palazim, da família dos Barbosas, aquele torrão plantado junto ao rio. A sua intenção era fundar aí uma albergaria, como terá efectivamente acontecido. Mas o que sucedeu mesmo foi a fundação de um Mosteiro de franciscanas clarissas, por D. Chamôa Gomes, entre 1256 e 1264. Segundo o Padre Carvalho, assim terá feito aquela por ser viúva e não ter filhos, o que é desmentido com clareza pela generalidade dos autores.

Torrão foi Vila e Concelho, cujo Foral foi dado por D. Manuel I em 20 de Outubro de 1519. O pequeno Concelho e a Vila estavam sujeitos a Bem Viver, a Penafiel e a Paiva. Curiosa divisão, que levou Manuel Vieira de Aguiar a afirmar, jocoso: "É incontestavelmente a mais exótica de todas na sua composição. Com efeito, tem um pároco, três juntas de Freguesia, três juizes de paz e três regedores. " Assenta nesta Freguesia a Ponte Duarte Pacheco sobre o rio Tâmega. Imponente, constituiu na sua época uma arrojada obra de arquitectura. Do lado do Marco, pode observar-se um cruzeiro comemorativo do bicentenário nacional. Do lado de Penafiel, um busto de Duarte Pacheco. Encontra-se neste Freguesia, também, a Barragem do Torrão, reclamada durante vários anos por Rio de Moinhos (Penafiel). Esta Barragem, inaugurada em 1989, foi importante factor de desenvolvimento econômico do Torrão. Veio valorizar toda a zona de Entre-os-Rios, com vias de acesso criadas, que futuramente poderão ser causa de desenvolvimento turístico e desportivo. A barragem alterou, não só o meio físico e ecológico, mas também originou novas estruturas de ordem económica, social e cultural.

Com a criação da albufeira, mudou significativamente a vida das populações. Aquelas que estavam mais perto do rio foram, logicamente, as mais afectadas. Foi uma nova vida que começou para muita gente: aquisição de outros terrenos de cultivo, mudança de actividade, etc.

A Barragem do Torrão é a primeira barragem hidro-eléctrica sobre o Rio Tâmega, o maior afluente do rio Douro. Em redor, mais de 651 hectares de terras, aráveis foram expropriadas. A albufeira em questão submergiu terras numa extensão de 31 km, sensivelmente até Amarante, mas os seus efeitos prolongam-se por 183 km.

Produz energia com capacidade para abastecer os Concelhos de Coimbra, Penafiel, Marco, Mesão Frio e Baião, ou seja, um total de 600 mil habitantes. Produz 233 milhões de Kilowatts por hora.
Viviam no Torrão, em 1991, 937 pessoas numero esse que passou para 949 em 2001. Representadas, a nível cultural, pelo Grupo Desportivo do Torrão e pela Sociedade Columbófila Foz do Tâmega. A sua população dedica-se essencialmente ao sector secundário (quase 80%) e numa pequena percentagem ao comércio e serviços.

Marco

Informações gerais da freguesia Fornos:

Área: 3.40 km2
População Residente: 3.100 habitantes
Densidade populacional 911 hab/km2
Orago: Santa Marinha
Actividades económicas: Indústria têxtil e a agricultura
Festas e Romarias: Santa Marinha ( 3º domingo de Julho)
Património cultural e edificado: Casa da Capela Velha, Solar de Mourões, Casa do Casal, Casa do Souto e Cruzeiro
Gastronomia: Arroz de Forno
Colectividades: Hóquei Clube do Marco, Futebol Clube do Marco e Grupo Coral

Caracterização da Freguesia

Fornos tem vindo a registar um relativo crescimento demográfico, e consequentemente uma densidade populacional superior à média do concelho. A sua história está relacionada com uma "villa " que aparece documentada já em 1066 e teria propriedades demarcadas (com marcos de delimitação donde advirá o nome de Marco) entre as paróquias de Tuías e S. Nicolau. No século XVI é chamada de Santa Marinha de Fornos e andava anexa a São Nicolau de Canavezes. Pertenceu sucessivamente ao Couto de Tuías, aos concelhos de Soalhães e Canavezes.
Serviços administrativos e económicos e no âmbito comercial quase 56% dos empregados pertencem ao sector terciário. O secundário responsabiliza-se por cerca de 38% do emprego gerado e o sector primário quase desapareceu, embora em 1991 ainda representasse 3% dos activos.

Como freguesia da sede do concelho, não é de estranhar que tenha repartições públicas e serviços especializados de apoio, instalados área. Mas para além destes, funcionam também oficinas e outros ofícios apoio às actividades económicas, pelo que não é necessário fazer grandes deslocações para os obter. Essa realidade que naturalmente traz conforto a quem vive em Fornos, é extensiva ao comércio no qual é possível encontrar de tudo, com diversidade e qualidade.

Fornos usufrui de rede de distribuição de água ao domicílio com cobertura a 100% e ainda de uma rede praticamente completa de saneamento básico. Funciona também a recolha regular e selectiva de lixos.

A freguesia é bem servida de vias de comunicação e a situação de relativo afastamento que tinha no passado, foi alterada para melhor nos últimos anos com a proximidade da A4. Tem bons acessos viários e regulares carreiras de transporte. Os acessos por caminho de ferro são igualmente acessíveis e próximos.

Na área do ensino, funcionam dois bons estabelecimentos para o ensino pré-escolar , duas escolas para o ciclo do ensino básico, uma escola E.B. 2-3 e uma escola secundária.

A saúde tem ao serviço da população um Hospital pertencente à Santa Casa da Misericórdia e um Centro de Saúde com várias especialidades e a população pode também recorrer aos serviços médicos particulares. O apoio e a solidariedade social é prestada por um lar da terceira idade.
Os equipamentos disponíveis para a prática desportiva são vários, tendo quatro piscinas (duas para crianças e duas para adultos), um pavilhão gimnodesportivo, um parque de jogos, dois campos de ténis e um campo de tiro. No capítulo da cultura e lazer funciona uma biblioteca pública, uma unidade museológica, várias salas de espectáculos, exposições e conferências, um grupo musical e há imprensa e rádio locais a funcionar. No que diz respeito ao movimento associativo, as referências mais importantes vão para a Associação Recreativa e Cultural da Casa do Povo de Fornos e Motor Clube do Marco.
Como motivação fundamental para uma visita a Fornos, é obrigatório mencionar não só a bela paisagem que se desfruta sobre o concelho do Marco de Canaveses, com o Marão por cenário de fundo, como também a praia fluvial no rio Ovelha, no lugar da Pontinha. Vem depois o agradável ambiente urbano e moderno que tem na sua nova Igreja Matriz, da autoria de Siza Vieira, uma das obras mais visitadas por nacionais e estrangeiros.

Não obstante esta modernidade procurada, ainda se não perderam por completo os vestígios do meio rural de que Fornos é uma freguesia herdeira. O próprio nome de Fornos lembra o amassar e cozer tradicional do pão em fornos dos que já D. Mafalda deixou em testamento, alguns deles, à Albergaria de Canaveses.

Mas é principalmente ao nível do património edificado que esse passado ainda se torna presente. O Solar dos Mourões em pleno centro da cidade, também conhecido por Casa da Cancela Velha, foi construído no final do séc. XVIII e tem uma bela pedra de armas, a Casa do Casal, igualmente brasonada e a Casa de Santo António, antigo solar dos Sanhudos, onde havia uma capela e ainda existe um importante espólio heráldico.
Finalmente a capela que existe no Lar da Terceira Idade em Murteirados, é também brasonada, mas veio para aqui trazida de Penhalonga.
Com este património, a paisagem do Marão, as águas da barragem em seu redor, Fornos e Marco de Canaveses merecem que aqui se detenham os amantes do lazer e do repouso. E tem um futuro assegurado no sector terciário, sempre que souber investir nesta área e ao mesmo tempo respeitar o meio ambiente natural em que se insere e que há-de ser o seu maior e principal capital.


Informações gerais da freguesia Freixo:

Área: 4.60 km2
População Residente: 745 habitantes
Densidade populacional 162 hab/km2
Orago: Santa Maria
Festas e Romarias: Santa Maria , 2 de Fevereiro
Locais de interesse turístico: Casa do Freixo, igreja matriz e estação Arqueológica de Freixo, Relógio do Sol
Gastronomia: Doces do Freixo, cabrito assado e vinhos verdes
Colectividades: Associação Cultural e Desportiva do Freixo, Associação Amigos de Tongobriga
Escolas: Escola Profissional de Arqueologia

Caracterização da Freguesia

A Freguesia de Santa Maria de Freixo, é provavelmente a melhor estudada pelos arqueólogos portugueses. A povoação é antiquíssima, foi uma cidade romana importante, que deixou um espólio de extraordinário valor histórico e cultural.
Freixo é um topónimo frequente em Portugal, que já se regista desde o ano de 907. Deriva, segundo alguns autores, da planta do mesmo nome. Diz José Pedro Machado que Freixo foi Freiseno, Fraxino (1137), Friixu (1146) e Fraisseo. A despeito da importância da documentação escrita. Freixo é citado pela primeira vez nas Inquirições de D. Afonso III, em 1258, como "Sancte Marie de freíxeno de Bríunas" (foi um curato de Tuías) esta Freguesia ganhou destaque, entre todas as que constituem o Concelho, graças à arqueologia.

A cidade de Tongobriga começou a ser escavada e estudada num sítio chamado "capela dos Mouros". Foi a designação dada pela população à pequena parte então visível das ruínas romanas. Até então, pouco se conhecia daquele que era geralmente referido como um castro.

Os vestígios arqueológicos do Freixo começaram a surgir bem cedo. Em finais do século XIX, o Mestre Martins Sarmento escrevia um artigo no " Archeologo Português", chamando a atenção para o aparecimento de uma inscrição latina numa ara romana.

José Leite de Vasconcelos, em 1900, refere a existência de vários objectos de louça e vidro, a maioria deles desaparecidos, que se encontravam numa sepultura circular, de pequeno diâmetro, aberta no solo.

Durante o nosso século, as investigações, iniciadas por esta fornada de brilhantes historiadores e etnólogos, pouco mais do que estacionaram. Os autores seguintes, limitaram-se a repetir trabalhos anteriores.

Finalmente, em Agosto de 1980, começam as escavações na área da freguesia. Lino Augusto Tavares Dias foi o responsável pelos trabalhos desde o início. Alí se situava o importante povoado de Tongobriga, que cresceu ao longo do século I D.C.. Da sua estrutura fisica, destaca-se o forum, no centro da cidade, e as termas.

Este balneário romano era constituído por várias zonas, numa área que ultrapassava os 1500 metros: zona aquecida (caldarium), zona de serviços e zonas de águas frias (frigidarium).

Construído segundo os princípios da arquitectura vitruviana (de Vitrúvio Marco, arquitecto e engenheiro romano do século I d. C.), representava o momento de descanso do romano após a jornada de trabalho.

Os resultados revelam-se hoje excelentes, premiando um esforço de muitos anos. A Área Arqueológica do Freixo acabou por ser classificada como património cultural edificado, através de Decreto de 4 Fevereiro de 1982, e mais tarde Monumento Nacional. Para complementar o monumento criou-se em 1990 a Escola Profissional de Arqueologia, até hoje única no país.

Freixo pertenceu ao Concelho e Comarca de Soalhães, passando no século XIX para o do Marco de Canaveses. Foi daqui natural Agostinho de Serpa Pinto, o caçador africano sobrinho do explorador do mesmo nome. Foi proprietário da Casa do Freixo e por aqui ficou, arroteando mais a sua família as terras da Freguesia. Aqui se realizava uma tradicional Feira anual, que durava vários dias pela Quaresma. Ainda se realizou em 1886.

Do património arquitectónico do Freixo para além do Relógio de Sol, destaca-se a Igreja paroquial, toda em pedra, é de uma singeleza que apraz registar. Todo o templo, apresenta, sinais de uma antiguidade recentemente acautelada com um cuidado restauro. Aliás, sobrepuja a porta principal a seguinte inscrição: "ESTA IGREJA FOI RESTAURADA EM 1967 E INAUGURADA EM 10-3-1968."

No Freixo abundam os artesãos cujos trabalhos vão desde trabalhos em madeira e pinturas ao fabrico do pão passando pelos doces tradicionais e compotas. De salientar a Casa dos Doces do Freixo famosa pelas suas fatias, cavacas e pão-de-ló.

Não há áreas de actividades económicas predominantes, uma vez que há apenas pequenas empresas ligadas á confecção, construção civil, carpintaria e agricultura. Tudo apresenta um diminuto movimento, já que o seu número de habitantes em 1991, era de 674 número esse que passou para 745 em 2001.

A Escola Profissional de Arqueologia veio acrescentar uma população flutuante á freguesia superior a 100 pessoas em tempo de aulas.

A dinamização do turismo é a aposta de futuro para a freguesia, que será executada através da divulgação e promoção da estação arqueológica.


Informações gerais da freguesia Rio de Galinhas:

Área: 2.10 km2
População Residente 1.838 habitantes
Densidade populacional 874 hab/km2
Orago: S.Miguel
Actividades económicas: Agricultura, panificação e fabrico de rações para gado
Património cultural e edificado: Casa dos Arcos, Pátio, Portela e Sarnado
Gastronomia: Anho assado e arroz de forno
Colectividades: Associação “Alegria de Crescer”, Associação Columbófila e Rancho Folclórico da Escola do 1º Ciclo de Rio de Galinhas, Grupo de Cavaquinhos de S. Miguel de Rio de Galinhas, Grupo Coral de S. Miguel de Rio de Galinhas e Grupo S. Vicente de Paulo.

Caracterização da Freguesia

Rio de Galinhas é uma Freguesia cujo topónimo deriva de um dos dois ribeiros que a atravessam, e que já é referido em documentos do século IX. A abundância daquela espécie ornitológica terá estado na base do nome dado ao ribeiro, que posteriormente se alargou ao lugar e ainda mais tarde à Freguesia. Situada em região pouco declivosa, comparando com outras áreas do Concelho, Rio de Galinhas foi desde muito cedo escolhido pelas populações como ponto de passagem entre a importante zona de Canaveses e as terras de Baião, às quais pertenciam então Tabuado, Soalhães, etc..

Nome antigo na região portucalense, "Riu de Galinas", como surge em documento de 1080, conta com topónimos reveladores do seu primitivo povoamento. Assim acontece com Fundo de Vila, onde existiu uma "villa" rústica medieval.

No século XI, aquele que era apenas um simples lugar foi propriedade dos fidalgos da linhagem dos Gascos desde Múnio Viegas, "o Velho". De geração em geração, foi parar às mãos de D. Unisco Viegas, que em 1103 doou ao Mosteiro de Paço de Sousa alguns dos seus casais em Fornos e em Rio de Galinhas.

Pelas Inquirições de 1258, sabemos que D. Afonso Henriques, ainda antes de 1140, havia coutado a Igreja de Santa Maria de Freixo e o Mosteiro de Tuías a Egas Moniz e sua mulher, Tereza Afonso. Sensivelmente na mesma época, honrou Santa Marinha de Fornos e São Nicolau de Canaveses.

Estes privilégios vieram a ter um significado relevante durante vários séculos, porque ligou estas Freguesias beneficiadas por um interesse comum, baseado no controle da passagem vital entre o Douro e Trás-os-Montes.

Desde muito cedo integrada no Couto de Tuías (embora não se conheça a data exacta), a Freguesia de Rio de Galinhas já o era nas Inquirições referidas. Foi de Tuías até meados do século XVIII; quando o couto foi extinto, passou para o Concelho do mesmo nome. Em 1835, Tuías, a Vila de Canaveses e algumas Freguesias de Bem-Viver e de Gouveia reuniram-se num só Concelho, o de Soalhães, extinto em 1852 para dar lugar ao de Marco de Canaveses.

Pouco tempo depois, já no terceiro quartel do século XIX, um facto viria a transformar a face da Freguesia e de toda esta região.

Foi a construção da linha de caminho de ferro do Douro que, no seu percurso, aí deixou a Estação que serve o Marco. Do centro da cidade, rasgou-se uma estrada até ao comboio, construíu-se uma nova ponte sobre o ribeiro, para melhorar a ligação com Amarante, Tabuado e Soalhães, e lá partiram as fumegantes locomotivas em direcção à Régua.

Começou nessa época, digamos assim, o desenvolvimento industrial de Rio de Galinhas, posto que os acessos eram a partir daí excelentes.

Dentro da área da Freguesia, ganharam então destaque, ao longo do século, duas fábricas de moagem de trigo, a "Fábrica Electro-Moagem do Marco, Lda. " e a "Fábrica de Moagem do Marco". Muito próximas da Estação, eram então moderníssimas, chegando a moer cada uma delas dois mil quilos por hora.

Mais do que as edificações de carácter religioso (uma palavra para a modesta Igreja Matriz, dedicada a São Miguel-o-Anjo), assumem particular interesse em Rio de Galinhas as construções senhoriais.

A mais importante de todas será porventura a Casa do Outeiro, conhecida por Casa dos Arcos. Foi construída no século XVII e posteriormente brasonada. Pertenceu primitivamente a Baltazar de Bulhões, que o vendeu ao Convento de Almoster. Este mosteiro aforou-o a Francisco Pires e sua mulher. A sua história está ligada à ascensão social de determinadas famílias da Freguesia naquele período. É uma das mais antigas do género em todo o Concelho.

A Casa do Souto de Cima, apesar de pequena, tem um passado importante no que à nobreza local diz respeito. Foi edificada por Gaspar Carneiro de Magalhães no primeiro quartel do século XVIII, mas a sua capela, da invocação da Senhora Sant' Ana datada de 1711, deve ser anterior. É brasonada.

Rio de Galinhas, que ocupa na parte norte do Concelho uma área de 2,10 Km2, tem registado uma evolução contínua ao longo dos anos. Numa Freguesia abrangida ainda pela cidade do Marco, é natural que seja o comércio a actividade predominante sua população. A indústria detém também papel de relevo na economia local, mas a agricultura tem vindo a decaír muito nos últimos anos. O Grupo Columbófilo do Marco e a Associação “Alegria de Crescer” representam a Freguesia a nível associativo.


Informações gerais da freguesia S. Nicolau:

Área 0.85 km2
População Residente 491 habitantes
Densidade populacional 576 hab/km2
Orago: S. Nicolau
Actividades económicas: Agricultura, apicultura e construção civil
Património cultural e edificado: Albergaria da Rainha, Casa da Cruz, Casa do Prado, Igreja Romana de São Nicolau, Capela de S. Pedro ad vinculae, Capela do Espírito Santo, Capela de S. Lázaro, Paços da Rainha D. Mafalda, Cruzeiro do Senhor da Boa Passagem, Edifício do Antigo Tribunal e Câmara, Monumento dos Heróis da Guerra, cujo titulo é “Invasão dos Franceses” e Pelourinho de Marco de Canaveses
Gastronomia: Vinho Verde, arroz de forno, anho assado e fumeiro

Caracterização da Freguesia

Conhecida como São Nicolau, esta freguesia está integrada, tal como Fornos e Tuías, na cidade do Marco de Canaveses. É a representante da antiga Vila de Canaveses, muito importante e beneficiada pelos nossos reis.

Aqui foi fundada a Albergaria da Rainha, por D. Mafalda, que também mandou construir a Igreja românica e a ponte sobre o Tâmega; aqui se estabeleceu o Concelho de Canaveses, com pelourinho hoje classificado monumento nacional.

Em breves linhas, a história de São Nicolau, que com cerca de quinhentos habitantes, pouco conserva, hoje, do seu antigo esplendor. Melhor do que nós, Manuel de Vasconcelos resumiu séculos de vida em" A Vila de Canaveses" (1935): "Dentro da província de Entre-Douro-e-Minho, sob a alçada da antiga comarca de Guimarães, com os braços abertos de uma e outra parte do rio Tâmega, assenta a pequena e antiquada vila de Canaveses. No recanto onde jaz, entre as colinas do vale do Tâmega, férteis e verdejantes, esquecida, ignorada, ninguém ousaria chamá-la ao tablado da publicidade, se não fora o precioso manancial de águas sulfurosas arsenicais, que muito perto brota.

Terra antiga, que vem, pelo menos, da fundação da monarquia portuguesa, gozou de privilégios e regalias e possui ainda uma das mais belas obras da arte românica, a majestosa ponte sobre o rio Tâmega.

Na altura em que o autor escreveu (1935), ainda a velhinha ponte românica se erguia, orgulhosa, depois de ter vencido as duras refregas da Segunda Invasão Francesa. Soult bem tentou atravessar o rio, mas encontrou a oposição de António da Serpa Pinto, capitão-mor do Concelho de Canaveses, Soalhães e Tuías. Durante longos dias, a ponte foi defendida, tão bem que os franceses não passaram, mesmo que à custa de muitos mortos e feridos.

Grandemente danificada, seria reparada mais tarde, com os seus sete arcos e guardas ameadas. Estava em ruínas nos inícios do nosso século, tendo sido demolida e substituída por outra semelhante, em 1944. Atitude incompreensível do poder de então, impensável hoje em dia.

A Igreja Paroquial de São Nicolau é românica. Muito simples, localiza-se perto da margem esquerda do Tâmega. A frontaria é rematada por uma sineira, colocada no vértice da empena, e o pórtico principal é de arco quebrado. O interior é também muito simples e guarda a sepultura de Álvaro Pessoa de Carvalho (século XVIII).

Em 1977, foram, descobertos alguns frescos renascentistas, representando Santa Catarina, de Alexandria; e um eclesiástico trajado de negro. Classificado como imóvel de interesse público, em 1971, este templo apresenta, segundo o saudoso Carlos Alberto Ferreira de Almeida, "feição românica, embora possa não datar dos séculos XII ou XIII".

Do antigo poder municipal protagonizado pelo Concelho de Canaveses, é hoje símbolo perene o Pelourinho de São Nicolau, classificado em Junho de 1910. É constituído por um pódio de quatro degraus que suporta uma coluna cilíndrica, encimada por um elemento quadrangular, rematado nos seus vértices por quatro pequenas pirâmides e uma maior, no centro. Canaveses foi Honra e Vila. Detinha os privilégios daí decorrentes. Era também uma das poucas Beetrias portuguesas, lugares geralmente ermos beneficiados pelos primeiros monarcas para albergar os viandantes.

Não se sabe quando recebeu o título de Vila, tudo aponta para que tenha sido no tempo de D. Mafalda. Foi integrado, no século XIX, no Concelho de Soalhães e posteriormente no de Marco de Canaveses.

Apesar de integrada na cidade, esta Freguesia de São Nicolau é uma das menos povoadas do Concelho e uma das mais pequenas. Tinha 269 habitantes em 1991 e 491 dez anos depois. Comércio e indústria detêm aqui parcelas importantes na economia da Freguesia, com particular incidência para o sector terciário, que naturalmente engloba alguns dos serviços essenciais para a população do Marco de Canaveses.


Informações gerais da freguesia Tuías:

Área 6.44 km2
População Residente 3.223 habitantes
Densidade populacional 501 hab/km2
Orago: Divino Salvador
Actividades económicas: Agricultura, indústria têxtil e comércio
Feiras: 3 e 15 de cada mês
Festas e Romarias: Divino Salvador ( 6 de Agosto)
Património cultural e edificado: Casa de Ambrães, Casa do Outeiro, Casa da Quinta, Casa da Picota e Casa da Vila Verde
Gastronomia: Anho assado e arroz de forno
Artesanato: Tecelagem e ferraria
Colectividades: Associação Cultural e Recreativa de Tuias, Amadores de Pesca do Marco

Caracterização da Freguesia

Parte desta freguesia encontra-se dentro da cidade de Marco de Canaveses. Já foi concelho independente e é hoje uma das mais importantes freguesias do município. Tem uma área de 640 ha e um número de habitantes que ronda os 3.200.
Vizinha do Freixo, foi Tuías povoada desde tempos remotos da história do homem. Aí surgiram restos de edificações castrejas e alguns utensílios domésticos. As duas povoações referidas seriam estâncias de longocobricenses e cerenecos. Existem provas, inclusivamente, do culto desses povos aos deuses Lares. Aqui existiu um importante mosteiro, na Idade Média, fundado em data desconhecida mas anterior a 1163.

Tuías foi beetria, nome dado a uma povoação, em lugar remoto, que acolhia os viandantes perdidos no Portugal de doze ou treze. Seria um ponto de paragem, muitas vezes através de estalagens, para os "peregrinos", que podiam dessa forma descansar das longas e fatigantes viagens da época.

Tuías é hoje uma das mais importantes freguesias. Praticamente urbana, encontra-se neste momento em crescimento. Com 3.223 habitantes, a maior parte da população activa dedica-se ao sector secundário, em 42,3% dos casos, e ao sector terciário (30%). Neste, pode ser englobado uma conservatória do registo civil, predial e comercial, um cartório notarial, tribunal de comarca, posto da G.N.R., agências bancárias, agência de seguros e escritório de advocacia. Pode ser englobado também um conjunto de pequenos estabelecimentos comerciais que garante, na globalidade, todo o género de bens. Na indústria, o maior destaque vai para os têxteis, que garantem um número simpático de postos de trabalho, até porque tem recebido alguns investimentos nos últimos anos. É por isso que, neste momento, o desemprego praticamente não existe. Quanto à agricultura, tem-se investido na horticultura e na fruticultura, já que uma parte interessante da área cultivável proporciona aos seus proprietários alguma rentabilidade.

As infra-estruturas básicas de Tuías são relativamente positivas. A rede de abastecimento de água já chega a 98% da população e é suficiente ao longo de todo o ano. A rede de saneamento também é muito positiva, já que abrange 80% da área da freguesia.

O mesmo se dirá da recolha de lixo, que é feita quase todos os dias.
Para visitar a povoação, contam os turistas com pensão e residencial. E os motivos de interesse não faltam: o património monumental, a feira do Marco que se realiza nos dias 3 e 15 de cada mês, a feira religiosa, no primeiro domingo de Agosto e a praia fluvial do Portinho, no rio Tâmega.

Tabuado

Informações gerais da freguesia Tabuado:

Área: 6.83 km2
População Residente: 1.389 habitantes
Densidade populacional: 203 hab/km2
Orago: Divino Salvador
População: 1389 residentes
Actividades económicas: Agricultura, indústria têxtil, construção civil e turismo
Festas e Romarias: Santo António e Divino Salvador ( 6 de Setembro)
Património cultural e edificado: Igreja Românica, Torre Nevões, Casa de Quelhe e Casa de Santiago
Outros Locais de interesse Turístico: Torre de Nevões
Gastronomia: Anho assado, arroz de forno, cavacas e pão-de-ló
Artesanato: Cestaria, fiação e tecelagem
Colectividades: Associação Cultural e Recreativa de Tabuado e Grupo Desportivo de Tabuado.

Caracterização da Freguesia:

Distando 5 km da sede concelhia encontra-se a freguesia de Divino Salvador Tabuado. A povoação surge mencionada em documento de 1066 como Tavolado e, em 1070, como Tabulado, o que denota as suas origens antigas.
Ocupando uma área de 680 ha, a freguesia conheceu na última década um aumento demográfico moderado. Na verdade, se em 1991, a população contava 1.240 habitantes, em 2001 é constituída por 1.389 residentes. A análise da pirâmide etária demonstra que a maioria da população em 1991 (556 indivíduos), tinham idades compreendidas entre os 25 e os 64 anos, face a 124 pessoas com mais de 65 anos. Os indivíduos mais jovens repartem-se igualmente entre as faixas etárias dos 0 aos 14 anos e dos 15 aos 24 anos (280 indivíduos em cada grupo). Com uma taxa de actividade que em 1991, era de 42,6% a freguesia apresentava, ao nível dos sectores sócio-laborais, uma predominância do sector secundário. De facto as indústrias têxtil (onde se têm verificado, nos últimos anos, investimento individual), de construção civil, carpintaria e panificação, são as principais actividades geradoras de emprego. A agricultura possui ainda um peso significativo na vida económica de Tabuado, o que se manifesta nas iniciativas de jovens agricultores na área vinícola. O sector terciário detém 27% da taxa de actividade e o desemprego, em 1998, não apresenta índices significativos.

Tabuado não dispõe de nenhuma estrutura de serviços públicos ou outros, como é o caso de agência seguradora ou serviço multibanco, e a oferta comercial é pouco diversificada, tanto a nível do comércio alimentar bem como não alimentar a retalho.

As necessidades de deslocação da população, que recorre a Marco de Canaveses para usufruir dos serviços referidos ou para adquirir bens e produtos não encontrados em Tabuado, são satisfeitas mediante as diversas acessibilidades rodoviárias existentes na freguesia, servidas por uma carreira de transportes públicos que se efectua com regularidade e uma praça de táxis.
No que concerne ao sistema educativo, Tabuado proporciona à sua população dois estabelecimentos de ensino pré-escolar e uma escola de ensino básico do 1º ciclo, servida por refeitório. A assistência médica é prestada na freguesia através de um centro de saúde público, um posto público de enfermagem, farmácia e consultório médico.

Ainda no âmbito dos equipamentos colectivos, a freguesia dispõe, para a prática desportiva, um campo de jogos dinamizado pelo Grupo Desportivo de Tabuado para actividades culturais e de lazer, de uma biblioteca aberta ao público, de uma sala de conferências e espectáculos, salão de festas, centro de apoio à juventude e de uma escola de música. As actividades culturais e recreativas têm sido levadas a cabo pela Associação Cultural e Recreativa de Tabuado, que integra, para além daquelas, um grupo de teatro e um rancho folclórico.

O património arqueológico e monumental de Tabuado é digno de registo. Rica em achados arqueológicos, a freguesia possui entre o seu espólio, pedaços de tegulae no lugar do Chão da Igreja, vestígios de antiga edificação romana, sepulturas que remontam aos inícios do cristianismo e, ainda, vestígios de povoamento medieval no lugar de S. Mamede.
A Igreja Matriz, dedicada ao Divino Salvador é merecidamente o principal monumento de que a população se orgulha. É de estilo românico já em transição para a fase gótica.

A seu respeito afirma José Saramago: "Dentro e fora, a Igreja justificaria um dia inteiro de apreciação e o viajante sente grande ciúme de quem esse tempo já aqui gastou ou possa vir a gastar ".No extremo norte desta freguesia encontra-se a Torre de Nevões, antiga fortaleza medieval e solar dos senhores da Vila Tabulatum. Funciona ,como pousada turística de elevado grau na qualidade dos serviços.
São estes os principais pólos de atracção turística de Tabuado, os quais são apoiados pela capacidade de acolhimento da freguesia manifestada ainda em unidades de turismo rural.

Avessadas e Rosém

Informações gerais da freguesia Avessadas:

Área: 6.12 km2
População Residente: 1.239 habitantes
Densidade populacional: 202 hab/km2 Orago: S. Martinho
População: 1239 residentes
Actividades económicas:Agricultura, construção civil, indústria têxtil e marcenaria
Festas e Romarias: Senhora do Castelinho ( 8 de Setembro) e Menino Jesus de Praga( 1º Domingo de Junho)
Património cultural e edificado: Capela do Castelinho e Santuário do Menino Jesus de Praga
Artesanato: Tamancaria
Colectividades: Associação Cultural e Desportiva de Avessada

Caracterização da Freguesia

A tentação é grande. Não começar, em Avessadas, pelo seu lugar do Castelinho. Tentar fugir ao mais lógico início seria, neste caso, um erro histórico e cultural. Pois se é à volta do Castelinho que tantas coisas se passam nesta Freguesia. Isolado no alto de Avessadas, o Castelinho é afinal lugar de diminuto povoamento e agreste paisagem. Os factores até estão relacionados, e a verdade é que desde sempre o progresso foi palavra vã num sítio que, nos inícios do nosso século, não teria mais de cinco fogos.

Todos os anos, em 8 de Setembro, o Castelinho é visitado por milhares de pessoas, que procuram com a sua presença homenagear a Senhora da Natividade. Ao mesmo tempo, as mães oferecem aí os mais diversos sacrifícios, cumprindo as promessas anteriores, todas feitas com um objectivo de terem leite materno para amamentar os seus filhos.

Toda a história do Castelinho está envolta em adensadas núvens de mistério e, sobretudo, nas arreigadas crenças populares. Diz-se que ali terá existido uma necrópole romana, num ponto que era centro importante na via que do Porto, por Penafiel e Marco, chegava a Lamego; diz-se ainda, que a designação de Castelinho tem a ver com a posição da ermida, numa larga esplanada, em declive, que mais se assemelha a um pequeno castelo.

A ermida. Também uma longa história se desenvolve a partir da sua fundação. Segundo alguns, é de construção recente, atendendo às linhas arquitectónicas que apresenta e às dimensões. No entanto, a sua actual imagem é produto de uma reconstrução de 1877, o que de algum modo obriga a repensar a tese acima descrita.

Mais ampla mas mais pobre, a transformação da pequena ermida num santuário à altura das tradições do povo de Avessadas deveu-se a Adriano José de Carvalho e Melo, o mentor da criação do Concelho de Marco de Canaveses.

Naquele mesmo ano, em 26 de Agosto, era fundada a Irmandade de Nossa Senhora da Natividade do Castelinho, também graças ao 'Adrianinho da Picota", como também era conhecido o mais ilustre deputado da nação de Avessadas. Nos seus estatutos, estabeleceu-se o dia 8 de Setembro para a realização da sua festa anual.
Castelinho de peregrinação, de romaria e de fé, imortalizado pelo povo em cada dia a mais. Também de tradição. O Penedo "do Cramol", como o povo lhe chama, recebeu a presença de Nossa Senhora, que aí descansou. Tem virtudes sobrenaturais, este penedo, que apresenta uma cavidade para o corpo, talho para os ombros e para o cestinho da meia. Aí, no sítio onde a Virgem se deitou, não cresce o musgo nem qualquer outro resíduo. Penedo miraculoso, é também reivindicado por outras Freguesias do Concelho.

Avessadas regista um povoamento precoce que, a despeito de todas as lendas populares, remonta aos inícios da era cristã, ou talvez antes. A aldeia e necrópole de Mória, a 250 metros de altitude, é de incineração aberta no afloramento granítico. Escavada nos anos 50 pelo arquitecto Tasso de Sousa, revelou diversas sepulturas e espólio datáveis do século IV.

Foram descobertas nessa altura cerca de cem peças cerâmicas, associadas a carvões. Os estudos arqueológicos denunciaram, ainda, indícios de caixas de madeira com cinzas. A proximidade de Tongobriga não será decerto alheia a este povoamento inicial da Freguesia, que muito deve ter beneficiado desse facto.

Os primeiros testemunhos escritos sobre São Martinho de Avessadas datam de meados do século XIII. Em 1225, é citada a "ecclesia de avezadas", em documento do Mosteiro de Alpendorada, e nas Inquirições de 1258 a paróquia de "Sancti Martjnj de auessadis". O topónimo da Freguesia, que ocorre seis vezes em todo o país, vem do latim adversãta: "a que se opõe a, a que está em posição contrária".

Avessadas fez parte do Concelho de Bem-Viver, sendo citada como tal em 1747. Em 1850, surge no de Soalhães, mas a extinção deste levou à sua integração definitiva no Marco de Canaveses.
Freguesia essencialmente agrícola, com campos de grande fertilidade, a povoação conheceu também a exploração de minérios. A extracção de feldespato representou parcela importante da sua economia. O turismo não é também factor a desprezar, tendo em conta as particularidades que o Castelinho encerra e as peregrinações anuais que se fazem à sua ermida e ao Santuário do Menino Jesus de Praga, muito concorrido em Junho e no resto do ano. As pessoas que habitam actualmente a Freguesia revêem-se, em termos culturais. na Associação Cultural e Desportiva de Avessadas.


Informações gerais da freguesia Rosém:

Área: 5.03 km2
População Residente: 207 habitantes
Densidade populacional: 41 hab/km2 Orago: Santa Maria / Nossa Senhora das Neves
Actividades económicas: Agricultura
Festas e Romarias: Senhora das Neves (5 de Agosto)
Património cultural e edificado: Igreja Paroquial

Caracterização da Freguesia

É a freguesia menos populosa do concelho de Marco de Canaveses. Aqui vivem actualmente 207 habitantes. No entanto, tem uma área razoável (503 ha). Apesar da acção dinâmica do actual executivo da Junta de Freguesia, subsistem ainda vários problemas na freguesia, tais como:

A falta de empreendimentos habitacionais e implantação comercial, e ainda a dificuldade na realização de negócios devido aos obstáculos colocados pelo Plano Director Municipal. É que grande parte de Rosém é considerada zona protegida a nível ecológico. Devido a esta situação, os seus habitantes são obrigados a emigrar para outros países, nomeadamente Suíça, Luxemburgo, Alemanha e França, pois em Rosém não conseguem governar a vida. A indústria resume-se à exploração de pedreiras e florestação, enquanto que a agricultura é praticada apenas como forma de autoconsumo. Vinho, batata, milho e feijão são os principais produtos cultivados.

O sector terciário da freguesia inclui uma agência de seguros e vários estabelecimentos comerciais de reduzida dimensão. Os produtos básicos, como o pão e o peixe, estão assegurados, nem que seja através de venda ambulante, mas curiosa é a existência de uma florista.

Ou seja, muitas vezes Marco de Canaveses, a 7 km, é o destino obrigatório para a compra dos mais variados produtos. Para lá chegar será através de uma E.M. (Estrada Municipal) dispondo dos serviços de um táxi. Rosém tem escola primária e uma Escola Profissional de Agricultura, para a qual convergem muitos interessados.
Mesmo sem grande dinamismo económico, Rosém merece uma visita atenta. Ou se calhar por isso mesmo. Porque aqui ainda não chegou qualquer tipo de poluição nem de degradação ambiental. Para tal deve contribuir o facto de esta terra estar protegida por decisão estatal. Para acautelar a vertente turística, está em estudo a construção de um parque de lazer.
Em termos históricos, refira-se que Rosém foi uma abadia da apresentação da mitra, no antigo concelho de Bem-Viver, extinto no séc. XIX. Pertenceu também aos concelhos de Soalhães antes de ser integrado definitivamente em Marco de Canaveses. O património monumental é outro dos motivos de interesse em Rosém.

A igreja matriz, românica, é dedicada a Santa Maria.
Está assente num planalto sob o maciço de Montedeiras e da traça original conserva ainda alguns elementos, como a abside, rectangular e coberta a madeira, o arco cruzeiro e os respectivos capitéis decorados. Deve datar a sua construção da segunda metade do séc. XIII, podendo ser considerada uma das mais antigas do concelho. Além deste templo, uma palavra para a casa do Paço, cujos habitantes são descendentes de famílias nobres aqui radicadas há muito tempo.

Paredes de Viadores e Manhuncelos

Informações gerais da freguesia Paredes de Viadores:

Área: 8.94 km2
População Residente: 1.188 habitantes
Densidade populacional: 133 hab/km2
Orago: S. Romão
População: 1188 residentes
Actividades económicas: Agricultura
Festas e Romarias: Senhora do Socorro (último fim de semana de Julho) e S. Romão (Novembro)
Património cultural e edificado: Capela de Nossa Senhora do Socorro ( último domingo de Julho), Casa dos Becos, Casa do Conde de Juncal e Casa da Igreja
Artesanato: Trabalhos em cobre
Colectividades: Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Paredes de Viadores

Caracterização da Freguesia:

Paredes e Viadores são os mais importantes lugares desta freguesia. O Topónimo, antigo, resulta exactamente da junção destas designações. Em 1070, surge uma referência à "villa paretes" e, nas Inquirições de 1258, à "parrochia de paredes veadores". A paróquia era uma abadia da apresentação do Convento de Vila Boa do Bispo. Pertencia ao concelho de Bem-Viver, que foi extinto em meados do séc. XIX. Atravessam a freguesia três ribeiros, o de Paredes, o de Gebre e o de Gromau. A 6 km, encontra-se o rio Douro. A fertilidade dos seus terrenos é a consequência desta realidade. Na agricultura, trabalham neste momento 200 pessoas, mas muitas delas ocupam-se dos terrenos apenas para autoconsumo. Vinho, milho e produtos hortícolas são as principais culturas. Quanto à indústria, não existe nenhuma fábrica na povoação. É uma das razões da existência de desemprego, cuja taxa é de 3%. Geralmente, estes desempregados têm mais de 40 anos. Não admira pois que exista emigração, sobretudo para países como a França e a Alemanha.

Ao nível das comunicações, Paredes de Viadores é servida por um I.C. e uma E.N. e a deslocação dos seus habitantes é efectuada através de uma carreira de transportes públicos, que se processa regularmente ao longo do dia, e por uma praça de táxis. Também no aspecto da correspondência, ela é distribuída diariamente ao domicílio.

Devido à sua baixa densidade populacional (133 hab/km2), não se justifica a existência de serviços públicos e outros na área da freguesia, os quais podem ser encontrados na sede do concelho, apenas a 7 km de distância. Na área do comércio alimentar a retalho, os estabelecimentos existentes na freguesia, suprem as necessidades básicas da população.

A recolha do lixo é um dos bons serviços ao dispor da comunidade. Estende-se a toda a sua área e é feita duas vezes por semana.

Em termos de ensino, existem duas escolas primárias na freguesia e uma escola pré-primária. Todos os outros graus de ensino encontram-se apenas na sede do concelho. Quanto à acção social, está em construção um centro de dia. De salientar que existe nesta freguesia um centro de reabilitação de toxicodependentes, importante infra-estrutura que serve não só a sua população como também uma vasta área em redor.

A componente desportiva e cultural está a cargo de duas colectividades: Associação Cultural, Recreativa e Desportiva de Paredes de Viadores e Associação Juvenil de Paredes de Viadores. Esta destina-se essencialmente aos escalões etários mais baixos, de alguma forma significativos na freguesia.

Assinale-se, de resto, que vivem aqui mais de 500 pessoas com menos de 24 anos. Além de um campo de futebol, existe um salão de festas, um centro de apoio à juventude e uma escola de música e de dança.

As admiráveis paisagens naturais, as bonitas casas brasonadas e o artesanato em cobre, são alguns dos motivos de interesse na freguesia.


Informações gerais da freguesia Manhuncelos:

Área: 4.32 km2
População Residente: 504 habitantes
Densidade populacional: 116 hab/km2
Orago: S. Mamede
População: 504 residentes
Actividades económicas: Agricultura
Património cultural e edificado: Igreja paroquial e Casa Grande
Outros locais de interesse turístico: Serra de Monte de Eiras
Artesanato: Tecelagem
Colectividades: Grupo Desportivo de Manhuncelos e Centro Cultural Recreativo de Manhuncelos

Caracterização da Freguesia:

Manhuncelos é uma freguesia do concelho de Marco de Canaveses, é uma aldeia marcada pela beleza natural, situada a cerca de 7 quilómetros d sede de concelho, do centro da Cidade de Marco de Canaveses, no distrito do Porto.

Partilha os limites do seu território com as freguesias de Sande, Rosém, Freixo e Paredes de Viadores, situada na zona de influência de Tongobriga, a sua localização é muito marcada pela proximidade com a Serra de Montedeiras, um dos locais de maior interesse turístico, pela sua beleza e espaço de lazer. Local esse, onde se realiza o “Festival da Juventude” de Marco de Canaveses, se praticam desportos de várias modalidades, e na sua floresta, se realizam grandes convívios, onde as pessoas usufruem do melhor da serra, o ar puro e a àgua fresca.

Pela sua localização, podemos deduzir que o seu povoamento é bastante antigo, talvez da Era dos Romanos. Mas existem vestígios Pré -históricos, anteriores à Era Cristã, como é o caso do Castro de Boi, onde há vestígios de ocupação da idade da pedra, nomeadamente, mamoa finalizada com uma anta.

O Castro de Boi é o ponto mais alto da freguesia de Manhuncelos, com 614 metros de altitude, situa-se na Serra de Montedeiras, é constituído por uma crista granítica que se avista a alguns quilómetros de distância. Um local fantástico para comungar com a natureza, com uma paisagem marcada pela beleza das serras que dominam esta área, onde podemos, fazer excelentes caminhadas, meditar com a essência da paisagem, sentir o aroma e o vento, e ainda, avistar a cidade de Marco de canaveses e as freguesias vizinhas.

Manhuncelos foi uma abadia da apresentação da Mitra, no concelho de Bem – Viver, recebeu o seu Foral a 3 de Setembro de 1514, por parte de D. Manuel I. Antes da extinção do concelho de Bem - Viver, passou para o dominio do concelho de Soalhães, em 1852, mas em 1853, pelo Decreto-Lei de 31 de Dezembro de 1853, passou a fazer parte do concelho de Marco de Canaveses.

Nos primórdios, chamava-se “Manheve”, depois Manhuncelos, o seu topónimo é único em Portugal. Aqui, a história da “pedra que fala” marca o contar de algumas lendas. A “pedra que fala” é um enorme monólito, que ecoava sons quando se falava em frente dela, e ao que se conta, quando se tocava nela, ela repetia o toque, mas, houve um momento em que a suas qualidades acústicas foram destruídas. Junto a este penedo, encontram-se várias mamoas, vestígios de culto dos antepassados, da ancianidade da sua população.

O patrimonio cultural e edificado da freguesia é constituído pela Igreja Paroquial, um edíficio de cantaria, bem conservado, de porte médio, as talhas douradas dos seus altares, são marcas do Barroco no Concelho. No seu exterior, na zona envolvente à Igreja, um local agradável para conviver, onde se costuma realizar a Festa da Freguesia e se encontra uma imagem muito bonita, em granito, do padroeiro da Freguesia de Manhuncelos, o S. Mamede. A visita Pascal na freguesia de Manhuncelos, realiza-se no Domingo de Pascoela, é um momento importante para a sua população, mais um dia de festa, de convívio e de harmonia com os familiares e amigos.

A Casa Grande ou Casa de Santa Ana, onde viveu o Dr. Artur Nogueira Soares, um dos mais abastados proprietários do Norte do País, também pertenceu a Duarte Gustavo Nogueira Soares, importante diplomata do século XIX, natural de Marco de Canaveses. Actualmente, pertence a Gaspar Ferreira da Silva, empresário do ramo da contrução. É uma bela casa, onde, as gentes de Manhuncelos viveram grandes histórias, enquanto ali trabalhavam na agricultura, para a maioria das pessoas com quem convivi, que por ali passaram, sentem saudades desses tempos. Encontra-se uma pouco degradada, mas as marcas da sua beleza ainda permanecem. No portal de entrada, um escudo setecentista, repleto de ornatos assimétricos. O local ideal, para a criação de Habitação de Turismo Rural.

Actuamente, na freguesia existem duas escolas, a Escola Eb1 do Calvário, e a Escola Pré-Primária Gaspar Ferreira da Silva, com o total de 47 crianças.

Em 2001, viviam em Manhuncelos 504 habitantes, é uma das freguesias menos povoadas do Concelho de Marco de Canaveses, actualmente o número de habitantes deve ser um pouco superior. A maioria da sua população activa encontra-se ocupada no sector secundário, mas a agricultura é uma actividade muito presente para a sua população. Uma população marcada pelos baixos índices de escolaridade, mas, onde podemos encontrar disponibilidade, cooperação, simpatia e boa disposição, para com os vizinhos e para com aqueles que os visitam.

Em termos associativos, encontramos a Associação Recreativa e Cultural de Manhuncelos, que neste momento se encontra inativa, o Grupo Desportivo de Manhuncelos, em plena actividade, participa na “LIMFA” - Liga Marcoense de Futebol Amador, permite aos jovens e não só, praticarem um pouco de desporto nos seus tempos livres, e ainda, a Associação de Cicloturismo de Manhuncelos, com actividade sobretudo no verão, que percorrem as ruas do concelho e de alguns concelhos vizinhos, com actividades defenidas, o seu ponto mais alto, é a “pedalada” até ao Santuário de Fátima. Estas são as colectividades que permitem à população de Manhuncelos, passar bons momentos de convívio e lazer.

Para terminar, esta Aldeia é uma localidade, onde podemos encontrar o melhor que o universo tem para nos oferecer, a Natureza, a sua beleza, o seu aroma, e sobretudo a liberdade do contacto com ela. Com muita floresta, serra, àgua e ar puro, Manhuncelos permite aos seus habitantes terem qualidade de vida, sem estarem afastados do centro da Cidade de Marco de Canaveses, e até da própria Cidade do Porto.

Várzea, Aliviada e Folhada

Informações gerais da freguesia Várzea de Ovelha e Aliviada:

Área: 14.38 km2
População Residente: 2.295 habitantes
Densidade populacional: 160 hab/km2

Caracterização da Freguesia:

A análise demográfica de Várzea de Ovelha e Aliviada tem revelado, nos últimos 20 anos, uma estagnação populacional algo acentuada.
De acordo com o I.N.E., em 1981 a população era constituída por 2.296 habitantes, em 1991 por 2.277, e em 2001 de 2295 residentes.

A pirâmide etária de 1991 revelava um elevado índice de envelhecimento, o qual é correlato com a realidade do concelho (46,8%). Assim sendo, o grupo etário dos indivíduos com mais de 65 anos era formado por 286 habitantes, havendo 986 residentes com idades compreendidas entre os 25 e os 64 anos.

A população mais jovem distribuía-se de uma forma mais equilibrada, totalizando a faixa etária dos 0 aos 14 anos 532 indivíduos, havendo 473 dos 15 aos 24 anos. Tendo uma taxa de actividade, no ano de 1991, de 38%, a distribuição da população por grupos sócio-Iaborais apresentava uma preponderância do sector industrial.

Não tendo sido alvo de investimento nos últimos anos, este sector congrega as principais actividades geradoras de emprego, das quais se destaca a indústria têxtil, a de confecção e a de urnas funerárias e arcas em madeira. Por outro lado, a extrema fertilidade dos seus solos e as várzeas do seu território, fizeram com que se praticasse na freguesia uma agricultura rentável. Actualmente, cerca de 150 trabalhadores dedicam-se ao sector primário, 80% dos quais explorando médias propriedades com rentabilidade. Apesar das grandes dimensões da freguesia, o sector secundário encontra nela pouca expressão.

De facto, sem serviços públicos ou de outra ordem e com um comércio, tanto na esfera alimentar como na não alimentar a retalho, escasso, Várzea de Ovelha e Aliviada não satisfaz as necessidades várias da população, a qual tem de se deslocar até à sede concelhia a 6 km de distância.

As acessibilidades que servem a freguesia englobam um I.P., uma praça de táxis e carreiras de transportes públicos que se efectuam diariamente.

O parque escolar da freguesia é constituído por três estabelecimentos de ensino pré-escolar e por quatro escolas de ensino básico mais uma E.B.M. Estudantes dos restantes escalões escolares, frequentam os estabelecimentos de ensino sediados em Marco de Canaveses. No que diz respeito ao equipamento destinado a práticas desportivas e culturais, a freguesia possui três pequenos campos de jogos que são dinamizados pelo Futebol Clube da Aliviada, Futebol Clube da Légua e pela Associação Cultural e Desportiva de Gouveia. Esta situação leva a Junta de Freguesia a afirmar que "todo o desenvolvimento da cultura e lazer prende-se com a construção de uma sede da Junta que se iniciará em breve e que irá proporcionar as condições mínimas para as actividades culturais e dar assim apoio às associações da freguesia".
O património histórico e etnográfico desta freguesia é de grande riqueza. Dele salientam-se o Castro de Pinheiro, reduto arqueológico de extrema importância, a Igreja Matriz de Várzea de Ovelha datada do séc. XV e de arquitectura românica, o Solar do Cabo dos Condes de Leiria do séc. XVII, com a capela dedicada a S. João Baptista, a Casa do Pinheiro, o Solar das Nogueiras e a Casa da Botica. Com efeito, juntamente com os seus parques naturais, o rio Ovelha e o rio Tâmega, o artesanato e as actividades de caça e de pesca, o espólio monumental da freguesia poderia ser preservado e aproveitado para fins turísticos. Neste aspecto Várzea de Ovelha tem recantos de aldeia rural com um valor patrimonial único que devia estar melhor preservado e mais divulgado.

E claro, foi em Várzea de Ovelha e Aliviada que nasceu Carmen Miranda, a "Pequena Notável". A casa onde nasceu e viveu até partir para o Brasil com a familía ainda existe e conserva ainda a cama onde a cantora nasceu.


Informações gerais da freguesia Folhada:

Área: 8.90 km2
População Residente: 736 habitantes
Densidade populacional: - 83 hab/km2
Orago: S. João Baptista
População: 736 residentes
Actividades económicas: Agricultura
Festas e Romarias: Senhora da Aparecida ( 1º domingo de Setembro) e Santíssimo Sacramento ( 3º domingo de Julho)
Património cultural e edificado: Igreja paroquial, Capela da Senhora da Aparecida, ponte do Arco, Capela de Santa Luzia e Casa de Aldegão
Outros locais de interesse turístico: Serra da Aboboreira
Gastronomia: Queijos da serra da aboboreira e cabrito assado
Colectividades: Associação Cultural e Desportiva de Folhada

Caracterização da Freguesia:

Com uma área de 890 ha, S. João Baptista da Folhada situa-se na encosta da serra da Aboboreira, junto ao rio Ovelha e dista 15 km da sede do concelho.
A evolução demográfica desta freguesia é peculiar; considerando os dados fornecidos pelo I.N.E., verifica-se que em 2001, Folhada tem uma população de 736 habitantes, em contraste com o ano de 1991, altura em que aquela era calculada em 731 residentes.

Em 1991, e ainda de acordo com o I.N.E., o escalão etário dos 25 aos 64 anos era aquele que possuía maior expressão, apresentando um total de 292 indivíduos, relativamente a 182 pessoas com idades até aos 14 anos e a 175 pertencentes ao escalão etário dos 15 aos 24 anos.

A taxa de actividade da freguesia, nesse ano, era de 49,2% sendo a principal actividade geradora de emprego a pequena indústria de serralharia. O sector primário é actualmente pouco significativo. De facto, apenas 50 pessoas se dedicam ao cultivo de milho, centeio e vinho verde, 90% das quais em pequenas propriedades cuja produção se destina ao consumo familiar.
Os responsáveis pela Junta de Freguesia afirmam que o fenómeno do desemprego não aflige a freguesia, muito embora o I.N .E. indique que em 1991 a taxa de desemprego era de 2,5%. O sector terciário possui pouca expressão em Folhada.

Na verdade, a freguesia não dispõe de qualquer tipo de serviço público ou outro e a oferta comercial restringe-se a mini-mercados e alguns estabelecimentos de comércio não alimentar a retalho. Adquirir bens e produtos que não se encontram em Folhada significa para a população deslocações até à sede concelhia. Para tal utilizam a rede viária nacional e municipal com carreiras de transportes públicos que se efectuam diariamente e com regularidade.

O equipamento para as actividades de desporto, cultura e lazer resume-se a um campo de jogos e a um salão de festas.

A dinamização cultural da freguesia é levada a cabo pela Associação Cultural Desportiva de Folhada, por um grupo de teatro e por um grupo folclórico.

Uma das vias de desenvolvimento possível de Folhada parece residir na preservação, recuperação e aproveitamento do seu património arqueológico, histórico e paisagístico.

Na Folhada encontram-se vestígios do Castelo dos Mouros que remonta às civilizações castrejas; da presença romana no sítio das Tapadas, a Ponte Medieval do Arco no rio Ovelha, construída em cavalete com um arco quebrado, e hoje degradada, a Necrópole Medieval na Tapada da Igreja Velha, com 5 sepulturas trapezoidais, os Penedos da Sobreira de onde se mira toda a paisagem circundante e principalmente abundam na freguesia os recantos acolhedores e aprazíveis.

Em 1991, e ainda de acordo com o I.N.E., o escalão etário dos 25 aos 64 anos era aquele que possuía maior expressão, apresentando um total de 292 indivíduos, relativamente a 182 pessoas com idades até aos 14 anos e a 175 pertencentes ao escalão etário dos 15 aos 24 anos.

A taxa de actividade da freguesia, nesse ano, era de 49,2% sendo a principal actividade geradora de emprego a pequena indústria de serralharia. O sector primário é actualmente pouco significativo. De facto, apenas 50 pessoas se dedicam ao cultivo de milho, centeio e vinho verde, 90% das quais em pequenas propriedades cuja produção se destina ao consumo familiar.
Os responsáveis pela Junta de Freguesia afirmam que o fenómeno do desemprego não aflige a freguesia, muito embora o I.N .E. indique que em 1991 a taxa de desemprego era de 2,5%. O sector terciário possui pouca expressão em Folhada.

Na verdade, a freguesia não dispõe de qualquer tipo de serviço público ou outro e a oferta comercial restringe-se a mini-mercados e alguns estabelecimentos de comércio não alimentar a retalho. Adquirir bens e produtos que não se encontram em Folhada significa para a população deslocações até à sede concelhia. Para tal utilizam a rede viária nacional e municipal com carreiras de transportes públicos que se efectuam diariamente e com regularidade.
O equipamento para as actividades de desporto, cultura e lazer resume-se a um campo de jogos e a um salão de festas.

A dinamização cultural da freguesia é levada a cabo pela Associação Cultural Desportiva de Folhada, por um grupo de teatro e por um grupo folclórico.
Uma das vias de desenvolvimento possível de Folhada parece residir na preservação, recuperação e aproveitamento do seu património arqueológico, histórico e paisagístico.

Na Folhada encontram-se vestígios do Castelo dos Mouros que remonta às civilizações castrejas; da presença romana no sítio das Tapadas, a Ponte Medieval do Arco no rio Ovelha, construída em cavalete com um arco quebrado, e hoje degradada, a Necrópole Medieval na Tapada da Igreja Velha, com 5 sepulturas trapezoidais, os Penedos da Sobreira de onde se mira toda a paisagem circundante e principalmente abundam na freguesia os recantos acolhedores e aprazíveis.

Os responsáveis pela Junta de Freguesia afirmam que o fenómeno do desemprego não aflige a freguesia, muito embora o I.N .E. indique que em 1991 a taxa de desemprego era de 2,5%. O sector terciário possui pouca expressão em Folhada.

Na verdade, a freguesia não dispõe de qualquer tipo de serviço público ou outro e a oferta comercial restringe-se a mini-mercados e alguns estabelecimentos de comércio não alimentar a retalho. Adquirir bens e produtos que não se encontram em Folhada significa para a população deslocações até à sede concelhia. Para tal utilizam a rede viária nacional e municipal com carreiras de transportes públicos que se efectuam diariamente e com regularidade.
O equipamento para as actividades de desporto, cultura e lazer resume-se a um campo de jogos e a um salão de festas.

A dinamização cultural da freguesia é levada a cabo pela Associação Cultural Desportiva de Folhada, por um grupo de teatro e por um grupo folclórico.
Uma das vias de desenvolvimento possível de Folhada parece residir na preservação, recuperação e aproveitamento do seu património arqueológico, histórico e paisagístico.

Na Folhada encontram-se vestígios do Castelo dos Mouros que remonta às civilizações castrejas; da presença romana no sítio das Tapadas, a Ponte Medieval do Arco no rio Ovelha, construída em cavalete com um arco quebrado, e hoje degradada, a Necrópole Medieval na Tapada da Igreja Velha, com 5 sepulturas trapezoidais, os Penedos da Sobreira de onde se mira toda a paisagem circundante e principalmente abundam na freguesia os recantos acolhedores e aprazíveis.

Banho e Carvalhosa

Informações gerais da freguesia Banho e Carvalhosa:

Área: 4.93 km2
População Residente: 1.454 habitantes
Densidade populacional 295 hab/km2

Caracterização da Freguesia:

Banho e Carvalhosa é freguesia resultante da união de duas outras com aquelas designações. Banho foi primitivamente conhecida pelo nome de Santa Vaia. Foi do convento beneditino, que apresentava o pároco, e couto de travanca. Pertenceu ao concelho de santa Cruz de riba Tâmega, extinto em 24 de Outubro de 1985, tal como Carvalhosa – que já se chamou Ermida de S. Romão -, e, sucessivamente às comarcas de Guimarães, Penafiel e Amarante. No “Dicionário Geográfico”, Carvalhosa (nome derivado dos senhores com mesmo nome) vem citada como fazendo parte do concelho de Aguiar de Sousa. Há conhecimento da sua existência já em 1273. O abade era aqui apresentado pelo Mosteiro de S. Domingos de Amarante. Nesta freguesia de Banho e Carvalhosa mais propriamente em Banho, no lugar de Ladoeiro, existem vestígios castrejos e uma possível atalaia medieval, havendo alicerces da atalaia e vastos fragmentos de cerâmica castreja. Há ainda contacto visual a escassos metros com o monte Crasto, no qual existem também vestígios castrejos e ainda com o monte de Sta. Cruz, onde esteve implantada o castelo “Cabeça da terra de Sta. Cruz de Riba-Tâmega”. Embora estas duas últimas estações arqueológicas não façam parte da nossa área geográfica, encontram-se muito próximo do limite concelhio de Amarante.

Banho e Carvalhosa é quase um enclave de Marco de Canaveses no concelho de Amarante. É que a maior parte da sua área encontra-se em pleno município amarantino. A oeste, tem Real; a norte, Louredo; a oriente, Vila Caiz; a sul, Castelões, do concelho de Penafiel, e Constance, de Marco de Canaveses. Situa-se nas vertentes superior e ocidental da serra da Raposeira, um prolongamento da serra de Santa Cruz, a treze quilómetros da freguesia-sede.

Com uma área de 480 ha, a freguesia é habitada actualmente por cerca de 1.500 pessoas. A taxa de actividade da sua população é de 42,3% e a área que oferece um maior número de postos de emprego é a indústria. De resto, o sector secundário detém uma grande supremacia em relação aos outros sectores de actividade (56%), mais concretamente os têxteis, a construção civil e a transformação do arame.

Na agricultura, não tem havido investimentos nos últimos anos, até porque a maior parte dos terrenos são cultivados como forma de autoconsumo. Mesmo assim, há uma parcela significativa de área agrícola que proporciona alguma rentabilidade aos seus proprietários. Os produtos que mais se destacam são: hortaliças, milho, vinho, feijão e alguns frutos. A nível florestal onde outrora houve carvalhos predomina hoje o eucalipto e os pinheiros. A agricultura nesta zona, como já referido, é uma agricultura de subsistência, salvo raras excepções como os casos das quintas “Solar de Carvalhosa” e “Quinta da Torre”, que têm na produção de vinho de qualidade superior o seu principal foco. A Quinta do Bustelo e Quinta do Paço também elas produzem vinho de óptima qualidade. A Quinta da Torre, uma das mais antigas sofreu recentemente grandes obras de beneficiação, tendo sido este novo espaço usado para lazer, eventos socioculturais, criação de animais exóticos e até para prática de pesca desportiva no ribeiro que passa pelo interior da Quinto O Solar de Carvalhosa dispõe ainda de turismo de habitação e turismo em espaço rural com presença por exemplo de cavalos lusitanos.
Nesta Freguesia existem ainda casas senhoriais agrícolas antigas tais como: Casa de Regoufe (brasonada), Casa de Bustelo, Casa de Bouças, Casa da Pia e Casa Nova. Por tradição há anualmente as festas do padroeiro de Carvalhosa (S. Romão de Carvalhosa) e as festas da padroeira de Banho (Santa Eulália de Banho)

Quanto ao terciário, existe um escritório de advocacia e alguns pequenos estabelecimentos comerciais, que satisfazem as necessidades básicas da população.

Em termos de ensino, funcionam duas escolas primárias e duas do ensino pré-escolar público. Actualmente a Freguesia dispõe também de um Centro Social denominado por Centro Social e Paroquial de São Romão de Carvalhosa que dá resposta a três valências: Creche, Centro de Dia e apoio Domiciliário.

Três colectividades cuidam do desporto e da cultura na freguesia, a Associação Desportiva de Santa Cruz de Banho, a Associação Desportiva de Carvalhosa e a Associação Desenvolvimento Económico Social Cultural (ADESC). As infra-estruturas desportivas e culturais incluem dois campos de futebol e um pequeno ringue.

Visite Banho e Carvalhosa, conheça as suas tradições.
Seja Bem-vindo!

Penha Longa e Paços de Gaiolo

Informações gerais da freguesia Penhalonga:

Área: 10.79 km2
População Residente: 2.183 hab
Densidade populacional: 202 hab/km2
Orago: Santa Maria Maior
População: 2183 residentes
Actividades económicas: comércio tradicional, agricultura de subsistência, a maior fonte de rendimento é fruto da emigração/migração no ramo da construção civil
Saúde:

  • Extensão do centro de saúde do Marco e Canaveses - funciona diariamente com dois médicos e serviços de enfermagem;
  • Uma Farmácia;
  • Consultório privado de um médico e de análises clínicas;
  • Consultório de dentista;
Educação: Três jardins de Infância e duas escolas do primeiro ciclo do ensino básico.
  • Jardim de Infância de Campos de Cima;
  • Jardim de Infância de Piares;
  • Jardim de Infância de S. Sebastião;
  • EB1 nº1 de S. Sebastião;
  • EB1 nº2 de Piares.

Serviços: Uma agência bancária, um gabinete de contabilidade, agências de seguros, bombas de gasolina.
Empresas:
  • Existência de algumas empresas, colectadas no ramo da construção civil, a laborar fora do país e internamente, que dão emprego a um grande numero de trabalhadores dentro e fora da localidade.
  • Uma empresa de materiais de construção civil;
  • Uma empresa grossista de produtos alimentares, frescos e congelados;
  • Várias empresas na área da restauração e café;
  • Uma empresa de padaria e pastelaria;
  • Várias lojas de comércio tradicional: Drogaria, Produtos alimentares, Talho, Vestuário, Decoração, Flores e plantas.
Festas e Romarias: Santa Maria Maior (15 de Agosto), S. Brás. Património cultural e edificado: Igreja matriz, capela de S. Brás, capela da Srª da Lapa, Srª da Cardia, escultura do monte Eiró, casas de Avelosa, Cardía, Carrapatelo e Serdeiredo.
Outros locais de interesse turístico: Barragem do Carrapatelo, largo de Vimieiro, junto ao Douro, Afonsim (para os apreciadores da pesca desportiva embrenhados na calmaria da natureza) passeios pela serra , visita ao marco geodésico – o ponto mais alto da freguesia (conhecido como o garrafão) poças do monte.
Colectividades: Grupo Desportivo Penha longa, Clube de Caçadores da Penha Longa, Associação cultural e recreativa de Piares - Penha Longa, rancho infantil Nª Sª da Lapa Piares Penha Longa.

Caracterização da Freguesia:

Tendo uma área de 1079 ha, a freguesia de Santa Maria de Penha longa, tal como o nome parece indicar, situa-se na margem norte do rio Douro, estendendo-se por uma paisagem íngreme e montanhosa. Está inserida no concelho de Marco de Canaveses, desde 1853.

A evolução demográfica de Penha longa durante os últimos 20 anos caracteriza-se essencialmente por uma quebra no crescimento populacional; a população era de 2455 em 1981 e passou para 2086 residentes em 1991. Nos últimos dez anos a população da freguesia aumentou ligeiramente e passou para 2183 em 2001.

Considerando os dados disponibilizados pelo I.N.E. referentes ao ano de 1991, verificava-se que 914 pessoas tinham idades compreendidas entre os 25 e os 64 anos, 193 tinham idades superiores a 65 anos, face a 458 indivíduos pertencentes ao escalão etário dos 15 aos 24 anos e a 521 com idades até aos 14 anos.

Os principais bens e produtos estão disponíveis na freguesia de salientar a necessidade, que se faz sentir, de um centro de dia e lar de idosos, pois a população está a envelhecer e os cuidados de geriatria fazem-se sentir.

A rede escolar implementada em Penha Longa consiste em três estabelecimentos da rede pré-escolar e em duas escolas de ensino básico do 1º ciclo. Os alunos do ensino básico do 2º e 3º ciclos frequentam a escola pública de Sande, a 3 km de distância. Os estudantes do ensino secundário prosseguem os seus estudos na escola secundária da sede de concelho e da Vila de Alpendorada . Tem-se verificado uma maior procura pelos cursos de formação profissional, quer a nível das ofertas do concelho quer na deslocação para outras localidades.

Os serviços de assistência médica são prestados por um Centro de Saúde sem internamento, por uma farmácia, por um consultório médico de clínica geral, por um dentista duas vezes por semana e pelo gabinete de análises clínicas.
Ainda no capítulo dos equipamentos colectivos, verifica-se que em Penha Longa a população apenas dispõe de um pequeno campo de jogos e de um campo de footesal, notando-se a falta de um polidesportivo para a prática do desporto dos jovens e população em geral. A dinamização cultural, desportiva e recreativa é levada a cabo pelo Grupo Desportivo Penha Longa, pelo Clube de Caçadores de Penha Longa e pelas duas Associações culturais e recreativas.

De antiquíssimo povoamento, a freguesia de Penha Longa possui, no Monte de Eiró, inscrições espiraladas e helicoidais pré-históricas. Estes petróglifos, descobertos no início do séc. XX, têm sido alvo de continuados estudos arqueológicos, os quais lhe atribuem a idade de 5000 anos. Contudo, a maior parte das inscrições permanece no anonimato, encontrando-se somente uma delas no Museu Soares dos Reis no Porto. O templo da paróquia de Penha Longa, é digno de um olhar atento: os seus tectos abobadados são em madeira e o Altar-Mor ostenta uma bela talha renascentista.

Na residência paroquial funciona o que pode ser classificado como um pequeno museu de arte sacra, tal é o valor histórico e artístico das peças aí reunidas. O património edificado civil da freguesia é, de igual modo bastante rico. Dele salienta-se a Quinta da Capela e a Casa de Carrapatelo, imponente solar brasonado de estilo barroco que se localiza perto da barragem que ganhou o seu nome. Este património poderia ser alvo de intervenções com os objectivos de preservação e aproveitamento turístico, inseridas numa política de desenvolvimento local.

Potencialidades existem e são muitas para um turismo de lazer, de cultura e de repouso, dada a extraordinária beleza paisagista, a proximidade do rio e a presença da água em meio geográfico de montanha.


Informações gerais da freguesia Paços de Gaiolo:

Área: 7.35 km2
População Residente: 1.094 habitantes
Densidade populacional: 149 hab/km2
Orago: S. Clemente
População: 1094 residentes
Actividades económicas: Agricultura, mobiliário, carpintaria e serralharia
Festas e Romarias: S. Clemente (26 de Novembro), Nossa Senhora da Livração (último domingo de Maio)
Património cultural e edificado: Capela de S. Martinho, igreja matriz, Casa Grande, Casa Gaiolo e Casa Buzio
Gastronomia: Anho assado
Artesanato: Tecelagem
Colectividades: Fanfarra Cultural Recreativa de Paços de Gaiolo e Futebol Clube de Paços de Gaiolo

Caracterização da Freguesia:

A freguesia de S. Clemente de Paços de Gaiolo, situa-se na zona sul do concelho e é de criação recente, apesar de se conhecerem documentos que citam este topónimo já no século XII. No entanto, foi Fandinhães quem historicamente se sobrepôs, limitando-se Paços de Gaiolo a ser um curato de Fandinhães, até que no século XVIII as posições se inverteram, passando Fandinhães a ser um lugar desta freguesia.

Esta vila de Fandinhães era uma das mais antigas e mais importantes dentro do Território da Anégia.
Da Idade Média, encontraram-se recentemente no Monte do Castelo, perto de Fandinhães, uns pedaços de calçada da via que ligava a vila ao exterior. Existe uma lápide sepulcral do século XII, com cruz latina no adro da Capela de S. Brás.

Ao que parece, houve nesta região uma rede de "villas" rústicas de origem germânica, algumas das quais derivaram de algumas paróquias ou lugares que sobreviveram ao tempo. Uma delas seria a "Vayolo", um sobrenome que no século XII servia para um indivíduo chamado D. Paio Vaiolo, se é que o nome da freguesia não anda, como reza a lenda ligado à princesa Gaia, irmã do príncipe mouro Gaiolo que se vingou do rapto que o rei Ramiro fez da irmã, roubando por seu lado D. Urraca, a mulher de D. Sancho.
Mais importante que tudo isso, parece ser o facto de Paços de Gaiolo ter sido uma das poucas beetrias portuguesas que se manteve com a autonomia e o privilégio da escolha do senhor ao qual queria ater-se, pelo menos até ao reinado de D. Sebastião. Foi nessa altura criada a paróquia de Paços de Gaiolo, autónoma da de Fandinhães, cuja Matriz era a Capela de S. Brás, situada nas faldas da serra de Montedeiras e que no início teria sido uma igreja românica. O corpo da igreja foi desfeito em 1726 e dele só resta a cabeceira. Desta longa e rica história, resta este património de que a população se orgulha, apesar dos poucos meios de que dispõe para preservar e divulgar.
De facto, a freguesia, com cerca de 730 ha, tem pouco mais de 1.000 habitantes, mas as condições de vida aqui não têm sido as melhores. Veja-se por exemplo, como entre 1981 e 1991, a freguesia teve um decréscimo populacional da ordem dos 3,6%. Muitos foram os que emigraram na busca de melhor sorte.

Outro índice é a taxa de analfabetismo que em 1991 era de 14,4%, bastante acima da média concelhia (10,4). Nesse mesmo ano (1991), o sector primário ainda ocupava 31,5% da população activa, enquanto a média concelhia, mesmo alta, já era só da ordem dos 12,5%. O sector secundário, apenas era responsável por 54% do emprego e o terciário não ia além dos 14,6%. As principais actividades do sector secundário andavam e andam ligadas às oficinas de mobiliário, carpintarias e serralharias, enquanto que a agricultura difícil e de fraca rentabilidade quase só funciona para auto-sustento de algumas famílias ou como complemento da economia familiar.

Os naturais de Paços de Gaiolo gostam de lembrar esse passado e de chamar a atenção para os valores rurais que apreciam e nos quais esse passado se fundamentou. E mostram-no com natural orgulho e com uma autonomia perante tudo, que nos faz lembrar os tempos em que era o povo quem escolhia o senhorio que muito bem queria. Quanto aos valores rurais, esses herdaram- nos do tempo em que Fandinhães era uma vila rústica que os invasores germânicos aqui retomaram aos descendentes dos hispano-romanos, tal como se fez em Ambrões.
O topónimo Paços ai está para lembrar como nas margens do Douro, por entre encostas elevadas e difíceis de trabalhar, há séculos que há gente de trabalho e gente de nobreza. Aliás, tudo leva a crer que esta "beetria" de Paços de Gaiolo pertenceu a D. Pedro, filho bastardo de D. Dinis, que não deixaria também de por aqui vir de quando em vez.

Muito tempo mais tarde, os de Gaiolo escolheriam o Infante D. João (o rei D. João II) e depois dele, o Infante D. Afonso, herdeiro do Reino. É que, apesar de pertencerem ao concelho de Benviver, para questões de foro criminal, no foro civil e em tudo o mais, prezavam muito a sua liberdade de serem pertença de gente que os compreendesse e defendesse.

E não faziam por menos; escolhiam os Infantes herdeiros, pois que mais vale ir logo a Deus que aos santos intermediários. Paços de Gaiolo só perdeu os seus privilégios quando o Corregedor do Porto, já na segunda metade do século XVI, imbuído de ambição centralizadora, fez com que D. Sebastião exigisse que os de Gaiolo apresentassem documentação escrita a provar o que sempre tiveram. Como nada estava escrito...

Vila Boa do Bispo

Informações gerais da freguesia Vila Boa do Bispo:

Área: 12.48 km2
População Residente: 3.635 habitantes
Densidade populacional: 246 hab/km2
Orago: Santa Maria
População: 3.635 residentes
Actividades económicas: Agricultura, construção civil, exploração de granito e comércio
Festas e Romarias: Santa Maria ( 15 de Agosto), Senhora da Encarnação ( 2º Domingo de Outubro) e Santo António ( 13 de Junho)
Património cultural e edificado: Mosteiro de Santa Maria, Igreja paroquial, Capela de Santo António, Capela do Pinheiro, Casa de Eidinho, Casa da Lavandeira, Casa de Cavalhõesinhos, Casa do Bairral, Casa do Casal e Casa do Outeiro
Outros locais de interesse turístico: Monte Cabreira e Praia fluvial de Meregeiro – Rio Tâmega.
Gastronomia: Anho assado e vinhos verdes
Artesanato: Tecelagem
Colectividades: Associação Cultural e Desportiva da Casa do Povo e Rancho Folclórico da Casa do Povo de Vila Boa do Bispo, Rancho Folclórico Festadas Danças e Cantares de Santa Maria de Vila Boa Bispo, Núcleo Desportivo Vilaboense.

Caracterização da Freguesia:

Com uma área de 1240 ha e com um povoamento denso, Santa Maria de Vila Boa do Bispo é uma das mais importantes freguesias do concelho de Marco de Canaveses.

Vila Boa do Bispo tem conhecido um crescimento populacional ligeiro e constante ao longo dos últimos 20 anos.
De acordo com o I.N.E., em 1981, a freguesia apresentava um total de 2.548 habitantes em 1991, 2748 e, 3073 residentes em 2001.
Tal como a maior parte das freguesias deste concelho, grande parte da população (2.168) tem idades compreendidas entre os 25 e os 64 anos, face a 776 indivíduos com idades até aos 14 anos e a 691 pessoas pertencentes ao escalão etário dos 15 aos 24 anos. A taxa de actividade da freguesia era, em 1991, relativamente alta (41,7%). A população dedica-se preferencialmente à indústria (42%). Na verdade, é o sector secundário que absorve a maioria da população activa, principalmente no que diz respeito às áreas da construção civil, exploração de granito e têxtil situação essa que é reforçada pelo facto de se ter verificado investimento industrial na freguesia nos últimos anos, na serralharia e indústria mecânica.

O sector terciário encontra-se representado por serviços como agência bancária, serviço multibanco, seguradora, escritório de advocacia e um gabinete de contabilidade, não dispondo a freguesia, porém, de serviços públicos, com excepção da Corporação de Bombeiros de Marco de Canaveses, cuja Delegação se situa nesta freguesia.

O dinamismo comercial de Vila Boa do Bispo está patente principalmente no que diz respeito ao comércio não alimentar a retalho.
A necessidade de recorrer a serviços públicos exige à população a deslocação até à sede concelhia situada a 10 km de distância. Para superar essa distância a população utiliza as acessibilidades que servem a freguesia: a E.N. 320, a E.N. 210, uma carreira de transportes públicos diários e duas praças de táxis.

No que concerne ao ensino Vila Boa do Bispo conta com dois estabelecimentos de ensino pré-escolar público e três escolas públicas de ensino básico do 1º ciclo, servidas por refeitório. Os alunos do 2º e 3º ciclo frequentam a escola de Alpendorada e Matos que dista 5 km, enquanto que os estudantes do ensino secundário recorrem aos estabelecimentos de ensino da sede concelhia ou de Alpendorada.

Ao nível da acção social, Vila Boa do Bispo possui três jardins-de-infância, um centro de dia e um lar da terceira idade.
Relativamente às infra-estruturas destinadas à dinamização desportiva, recreativa e cultural da freguesia, a população de Vila Boa do Bispo usufrui de salas de desporto, campos de jogos e um pavilhão gimnodesportivo e um pavilhão da cultura. A Casa do Povo funciona como centro cultural com salão de festas e centro de apoio à juventude e a terceira idade. A promoção das actividades nas esferas cultural, recreativa e desportiva é levada a cabo pelos grupos folclóricos locais, pela Associação Cultural Desportiva e Recreativa Casa do Povo de Vila Boa do Bispo (que proporciona a prática de hóquei em patins e futsal) e o Núcleo Desportivo e Criativo Vilaboense onde se pratica futebol.

A história medieval de Vila Boa do Bispo iniciou-se em 1141 quando esta recebeu carta de couto de D. Afonso Henriques, facto histórico que atesta a antiguidade do povoamento do território. Testemunha dessa antiguidade é a Igreja do Mosteiro dos Cónegos Regentes de Santo Agostinho (um dos maiores bens patrimoniais do concelho) fundada em 990.

Único na arquitectura portuguesa românica, o edifício da Igreja possui duas arcadas cegas sobre a fachada, rica talha dourada e belos azulejos da Capela-Mor, edifício restaurado em 2009 e conservando todo o seu riquíssimo património. A igreja de Santa Maria de Vila Boa Bispo esta classificada como Património de Interesse Publico pelo IPPAR.

De referir ainda as Casas Senhoriais, das quais se salienta a Casa de Alvelo, da Lavandeira, do Bairral, de Cavalhõezinhos e a Casa do Mosteiro.

Este património histórico edificado é enriquecido por parques naturais onde se praticam actividades de caça e pesca, pela praia fluvial e pelo artesanato.

As potencialidades turísticas da freguesia só agora começam a ser exploradas, estando em estudo o projecto a médio prazo para instalações de um parque de campismo. São no entanto reais, assim se consiga atrair investimentos nesta área na qual em grande parte assentará o futuro da freguesia.

Bem Viver

Informações gerais da freguesia Ariz:

Área: 4.04 km2
População Residente: 1.770 habitantes
Densidade populacional: 438 hab/km2
Orago: S. Martinho
Actividades económicas: Pequena indústria, agricultura e comércio
Feiras: Aos dias 12 e 27 de cada mês e mercado semanal aos sábados
Festas e Romarias: S. Martinho (11 de Novembro), Santa Eulália (Maio) e Nossa Senhora da Assunção
Património cultural e edificado: Igreja paroquial, Forca e Casa Grande da Feira Nova
Colectividades: Grupo Desportivo da Feira Nova

Caracterização da Freguesia:

Registada desde 1046 na documentação oficial, como "villa Alarizi", a Freguesia de São Martinho de Ariz é uma das mais antigas do Concelho de Marco de Canaveses. Vem citada no Foral que D. Manuel, em 1514, deu ao extinto Concelho de Bem-Viver ao qual pertenceu até meados do século passado.

Famosíssimo é, em Ariz, o Monte da Forca, triste recordação das antigas justiças, onde ainda se levantam as duas colunas de quatro metros de altura com encaixe para uma trave de madeira, de onde pendiam os corpos dos condenados. Atracção que não se rejeita, mas apenas pelo significado que tem e pelas ilações que dela podemos tirar para o futuro.

Neste Monte de São Tiago de Arados, existiu um importante castro luso-romano. O nome, sinónimo de terras lavradas, derivou do aparecimento de betas de ouro e prata, que a partir daí não foram mais deixadas em descanso. Os restos de fortificações e o espólio encontrado, foram atribuídos pelo povo aos mouros. Quando D. Moninho Viegas combatia o Islão, neste monte, terá sido de tal ordem a mortandade entre os invasores que uma ponte próxima ficou conhecida como a Ponte da Degola.

Ainda do passado arqueológico da Freguesia, uma palavra para a Tapada das Eirozes, necrópole de incineração do século IV. Como acontecia com a necrópole de Fraga, em Alpendorada, a aldeia a que pertenceu o cemitério de Eirozes era servida pela estrada que seguia ao longo da margem esquerda do Tâmega, ligando Tongóbriga ao "Vicus" que existia em Várzea do Douro.
Segundo alguns autores, existiu em Ariz um convento de freiras beneditinas, transformado posteriormente em abadia secular. Não há vestígios dessa existência remota, nem sequer qualquer informação documental que venha em seu socorro.

Nesta Freguesia, funcionou durante alguns anos a sede judicial do Concelho de Bem-Viver. É tradição, pelo menos, localizar-se aí tal instituição. O lugar de Feira Nova, grande e muito populoso, apresenta ainda hoje, em bom estado de conservação, a casa onde teria funcionado a tal Sede do Concelho. Juntamente com o Monte da Forca, representa um passado politicamente importante para São Martinho de Ariz.
Neste lugar da Feira Nova, "ornado com muitas tílias e outras árvores"realizam-se desde há muito tempo duas feiras quinzenais, aos dias 12 e 27 de cada mês, muito concorridas, e um mercado semanal, aos sábados.
Outro dos pontos de interesse turístico, em Ariz. é a sua Igreja Paroquial Construída a uma altitude de 250 metros, em lugar altaneiro da Freguesia, é toda em pedra, caiada de branco.
Tem altar-mor e dois altares laterais é dedicada a São Martinho de Tours, cuja festa se realiza a 11 de Novembro.

No lugar de Carrais, está a pequena Ermida em honra de Santa Eulália, na qual se realizam as festas de Maio. De um só altar, de talha antiga, já é referida nas "Inquirições Paroquiais" de 1758. Tem um desenho de flor-de-Iis no frontispício da entrada.

Em 1560, o monge beneditino Gaspar de Penela, abade da Freguesia, terá trazido para Ariz, directamente de Roma, um enorme conjunto de relíquias sagradas, conservadas até hoje num relicário de prata, uma cruz feita em pau do Santo Lenho, parte de um espinho da coroa de Jesus Cristo, parte de uma vara com que foi açoitado. parte do sudário e ossos de vários apóstolos, entre os quais São Martinho.

Ainda uma breve referência à Casa Grande da Feira Nova. Foi habitada por António Joaquim Vieira de Guimarães, fidalgo da Casa Real e Conde de Ariz. Após a sua morte, o título nobiliárquico extinto por não ter deixado descendência.

Assim vai vivendo a Freguesia. Entre as lendas do passado e as esperanças no futuro. Povoação constituída por uma grande bacia e rodeada por montes, Ariz até parece com um recanto do Minho, mais do que do próprio Douro. Só mesmo a localização no mapa é que não o confirma.
A nível económico, está a sua população 1309 pessoas em 1991 e 1770 pessoas em 2001, empregue em actividades como a construção cívil e a indústria têxtil. Persiste ainda uma agricultura marcadamente de subsistência. O comércio é dinamizado semanalmente pela centenária feira.
Funcionam na Freguesia duas colectividades, o Grupo Desportivo de Ariz e a Cruz Vermelha Portuguesa, na Feira Nova.


Informações gerais da freguesia Favões:

Área: 3.5 km2
População Residente: 1.500 habitantes
Densidade populacional: 429 hab/km2
Orago: S. Paio
Actividades económicas: Agricultura, Extracção de Pedra e Construção Civil
Festas e Romarias: S. Paio (26 de Junho) e Senhora da Piedade (2º domingo de Agosto)
Património cultural e edificado: Cruzeiro, igreja paroquial, capela da Sª da Piedade, Casa Nova, Casa de Oleiros e Casa de Cortes
Outros locais de interesse turístico: Alto da Senhora da Piedade
Artesanato: Bordados e tecelagem
Colectividades: Centro Desportivo de Favões

Caracterização da Freguesia:

Registada na documentação ainda antes da fundação da Nacionalidade, São Paio de Favões é uma antiquíssima Freguesia deste Concelho, cujo topónimo tem causado fortes polémicas entre os especialistas da matéria. José Pedro Machado, no seu "Dicionário Etimológico e Onomástico", refere que Favões, única povoação com este nome em Portugal, é plural de favão, aumento de fava. Questiona, mesmo sem ter grandes certezas sobre esta teoria, as opiniões de Joseph Piel.

Este, em "Nomes germânicos na toponímia portuguesa", diz de Favões: "Meyer-Lubke, citando o nome medieval Favila, diz que não é idêntico a Fafila. Sachs pretende que sim, alegando que num diploma de Eslonza de 1151 se escreve indistintamente Vila Fafila e Villa Favila. Se Favões é de facto um nome germânico, Fav-onis, teríamos de voltar à primeira hipótese de Meyer-Lubke.

Forstmann cita um nome Fava, Feva, cuja raiz não conheço mas que quadra muito bem com Favões. No "Onomástico" encontra os apelidos Fava e Faveiro, que antes se deverão explicar pelo apelativo Fava < Faba, conforme o latim Fabius."

A ser verdade a tese de Joseph Piel, Favões seria um topónimo de origem germânica, o que necessariamente teria de indicar o precoce povoamento da Freguesia. Mas o próprio Piel parece demonstrar demasiadas hesitações para assegurar a veracidade da sua opinião.

Favões nasce para a história com a primeira documentação que a ela se dirige. E aqui, não há dúvida a registar. De 1103, temos uma referência ao Monte dos Arados, que pelo texto do documento está relacionado com esta Freguesia: "Ecclesia vocabulo Sancti Pelagij martir qui est fundata inter Durio et Tamice subtus mons Aratros". Antes do fim do século XI (1068), ocorre já o simples topónimo: "anugio de afauones (..) territorio anegia."

A referência ao Monte dos Arados demonstra a importância que desde sempre teve aquela área no povoamento da Freguesia. Além dos vestígios arqueológicos aí encontrados (vidé Alpendorada e Matos e Ariz), conta a lenda que nesse monte se travou uma importante batalha entre os mouros e os fiéis de Cristo. Por memória desses gloriosos tempos, foi levantada uma capela em honra de São Tiago, padroeiro dos portugueses na guerra, muito frequentada no século XVIII mas hoje completamente arruinada.

Favões situa-se numa vertente, íngreme, contígua à bacia de Ariz, que se despenha sobre o Tâmega. É atravessada pelo ribeiro Degolas, também chamado de Lages, que nasce nas vertentes ocidentais dos montes de Rosém e desagua no Tâmega. Passa ainda na Freguesia o ribeiro de Vila, que fenece também naquele rio.

A etnografia de Favões está aliás, muito ligada a esta realidade geográfica. Existiram no seu espaço inúmeros moinhos e azenhas, que funcionavam graças à força das suas águas. A maioria acabou por ser destruída com a construção da Barragem do Torrão, mas a documentação legou-nos algumas referências aos moinhos de Souto e das Várzeas. Existia ainda uma azenha, em Oleiros, substituída pelo seu proprietário por um lagar hidráulico de azeite.

Mas não se acuse a Barragem de seja o que for. Já muito antes os moinhos do Tâmega estavam condenados. Afinal de contas, a albufeira criada após a sua construção alterou substancialmente a paisagem, agora mais acolhedora. O turismo saiu beneficiado, com o incremento dos desportos náuticos e da pesca e a melhoria das infra-estruturas rodoviárias de ligação aos centros populacionais próximos os prejuizos foram em muito ultrapassados pelos beneficios.

A história de São Paio de Favões está intimamente ligada ao Concelho de Bem-Viver. Pertenceu desde tempos remotos (século XIII) a estas Terras, sendo a sua Paróquia de fundação muito antiga. Já existia no século X, pertencia então a um fidalgo de nome Garcia Moniz. Doada em 1103 ao Mosteiro de Alpendorada, foi uma abadia da apresentação alternada do Papa, do Bispo e daquele Mosteiro. Posteriormente, pertenceu à Comarca eclesiástica de Sobretâmega e à do Marco.

A sua Igreja Paroquial, não sendo das mais valiosas do Concelho, representa no entanto a religiosidade da população da Freguesia. Sem ter um estilo definido, apresenta alguns elementos barrocos. Situa-se a 148 metros de altitude e está em bom estado de conservação.

Mas o maior destaque, em Favões, terá de ser dirigido à Quinta da Casa Nova. Aqui nasceu e viveu Júlio Geraldes, corregedor das províncias de Entre-Douro-e-Minho e Trás-os-Montes durante o reinado de D. Pedro I. Foi instituidor do Morgado de Casa Nova, tendo falecido em 30 de Janeiro de 1419. Está sepultado na Igreja de Vila Boa do Bispo.

Actualmente, o Solar da Quinta, que já não ostenta o antigo brasão, está em latente estado de degradação. Viviam em Favões, em 1991, 1149 pessoas, número esse que em 2001 sofreu um decréscimo de 42 pessoas.

A agricultura é a actividade dominante da sua população (49%), seguida de um sector secundário baseado na extracção de pedra e na construção civil. O Centro Desportivo de Favões assegura a componente lúdica da população da Freguesia.


Informações gerais da freguesia Magrelos:

Área: 2.57 km2
População Residente: 1.003 habitantes
Densidade populacional 391 hab/km2
Orago: Divino Salvador
População: 1.003 residentes
Actividades económicas: Agricultura
Festas e Romarias: Divino Salvador(Agosto)
Património cultural e edificado: Igreja Paroquial e Casa da Seara

Caracterização da Freguesia:

A pequena freguesia de Divino Salvador de Magrelos, com uma área de 257 ha, situa-se no extremo sul do concelho e encontra-se rodeada pelas suas congéneres S. Lourenço do Douro, Ariz e Alpendurada e Matos, distando da sede concelhia cerca de 12 km.
A análise da evolução demográfica de Magrelos revela que o seu crescimento populacional tem sido pequeno mas constante. De acordo com o I.N .E., em 1991 a população totalizava 882 habitantes e, em 2001 um total de 1003 residentes.

A distribuição da população por grupos etários demonstra a predominância do escalão etário dos 25 aos 64 anos, o qual, em 1991, contava com 375 indivíduos, face a 208 pertencentes à faixa dos 15 aos 24 anos e a 216 com idades até aos 14 anos. A taxa de actividade da freguesia era, nesse ano, de 34,7%.

O sector secundário é aquele que tem maior som ao englobar as principais actividades geradoras de emprego (pedreiras e construção civil), as quais têm recebido, nos últimos anos, alguns investimentos industriais. O sector primário absorve cerca de 5% da mão-de-obra, sendo a totalidade das explorações dirigidas ao consumo doméstico. Já o sector terciário tem uma expressão extremamente reduzida.

Não se encontram na freguesia serviços públicos e outros ( com a excepção de uma agência de seguros e de uma estação de correio itinerante com distribuição domiciliária diária) e o parque comercial resume-se a 2 estabelecimentos de comércio alimentar a retalho e a 5 de comércio não alimentar, também a retalho. Recorrer a serviços públicos e adquirir produtos não disponíveis em Magrelos implica, por isso, deslocações a Marco de Canaveses ou até às freguesias vizinhas de Ariz, a 2 km ou Alpendurada e Matos, a 6 km de distância. Esta situação faz ressaltar a importância das acessibilidades que servem Magrelos. Neste capítulo a freguesia apenas dispõe de uma E.N ., estradas municipais e de uma carreira de transportes públicos que se efectua diariamente e com pouca frequência.
As infra-estruturas ao nível do ensino consistem em 3 estabelecimentos de ensino pré-escolar e 3 escolas do ensino básico do 1º ciclo. Os estudantes do ensino preparatório e os alunos do secundário frequentam a escola de Sande a 4 km e os estabelecimentos do ensino secundário da sede concelhia. Ausentes estão os serviços de assistência médica que são prestados na vizinha Ariz a 2 km.

As infra-estruturas da acção social na freguesia consistem num centro de apoio a toxicodependentes.

Magrelos possui, ainda no âmbito do equipamento colectivo, um campo de jogos e um salão de festas, infra-estruturas essas animadas pelo Grupo Desportivo de Magrelos e pelo grupo de Jovens Luz e Vida.
Com uma história já antiga e remota, Magrelos surgiu documentada, pela primeira vez. em 1066 numa doação do rei Garcia da Galiza a Munio Viegas. Como tal, possui testemunhos que resistiram ao tempo em monumentos e edificações várias. Destas destacam-se a Casa da Seara, junto ao rio Douro e que é o maior bem patrimonial de Magrelos. A capela da casa, dedicada à Senhora Sant' Ana, data de 1693. A este espólio, acresce a bela paisagem do rio Douro e as possibilidades de praticar actividades de caça e pesca que, em conjunto e bem aproveitados, poderiam actuar como pólos de desenvolvimento do turismo e consequente revitalização da freguesia.

Sande e S. Lourenço do Douro

Informações gerais da freguesia Sande:

Área: 8.56 km2
População Residente: 2.018 habitantes
Densidade populacional 236 hab/km2
Orago: S. Martinho
Actividades económicas: Agricultura, indústria têxtil, construção civil e marcenaria
Festas e Romarias: S. Martinho (11 de Novembro) e S. Tiago (25 de Julho)
Património cultural e edificado: Igreja matriz, edifício da antiga cadeia, Capela de Santiago, Casa de Lamas, casa da Veiga, Casa de Vimieiro e azenha
Outros locais de interesse turístico: Choupal de Montedeiras
Gastronomia: Anho assado, queijos frescos de cabra e vinho verde
Colectividades: Associação Desportiva Recreativa de Sande e Clube de Caça e Pesca

Caracterização da Freguesia:

S. Martinho de Sande situa-se na vertente meridional de Castro Boi, a 15 km da sede concelhia e ocupa uma área de 850 ha. Segundo os últimos dados do I.N.E., a população é de 2018 em 2001. A distribuição da população pelos diversos grupos etários era, no ano de 1991, relativamente equilibrada: 375 indivíduos tinham idades compreendidas entre os 25 e os 64 anos, face a 216 com idades até aos 14 anos e a 208 pessoas pertencentes ao escalão etário dos 15 aos 24 anos. Por outro lado, a análise da distribuição populacional pelos diferentes sectores de actividade, ainda referente ao ano de 1991, revelava a preponderância do sector industrial que absorvia mais de 60% da população activa. A este sector pertencem as principais actividades geradoras de emprego, as quais têm sido alvo de investimento industrial. São elas: indústria de confecção e serração. A agricultura ocupa ainda uma parcela importante dos habitantes de Sande. A taxa de desemprego, em 1991, era de 8,8% e afectava principalmente as mulheres de meia idade e os jovens à procura do primeiro emprego.

Sande não possui serviços públicos e a oferta de comércio alimentar a retalho é bastante parca. Já o comércio não alimentar apresenta uma maior diversidade.
De modo a usufruir de serviços públicos e outros e de uma oferta comercial com um maior leque de escolhas, a população dirige-se a Marco de Canaveses.

Para tal, utiliza as vias de acesso que servem a freguesia e que se resumem a um I.P. e uma E.N., dispõe de carreiras de transportes públicos que se efectuam diariamente e com regularidade e duma praça de táxis.
Sande é constituído por dois estabelecimento de ensino pré-escolar público, por três escolas públicas do ensino básico do 1.0 ciclo e por uma escola E.B. 2-3, públicas.
O equipamento desportivo da freguesia consiste em campos de jogos e a única infra-estrutura de cariz cultural e recreativa existente, é um salão de festas." A dinamização cultural e desportiva de Sande é levada a cabo pelo Clube de Caça e Pesca e pela Associação Desportiva Recreativa e Cultural de Sande.
Com parques naturais onde se podem praticar actividades de caça e pesca, com a praia fluvial do Limieiro, Sande não esquece o seu património monumental na enumeração das suas atracções turísticas.
Neste último ponto, é de referir a Igreja que honra S. Martinho e cuja fundação remonta, pelo menos, ao séc. X, o edifício da antiga cadeia do concelho de Bem Viver, a Casa da Agrela datada do séc. XVIII e brasonada, a Casa Amarela, a Casa de Lamas e ainda a Casa do Reguengo. Tendo em vista um desenvolvimento turístico, Sande proporciona aos seus visitantes unidades de acolhimento, razoavelmente apetrechadas e capazes de proporcionar uma estadia tranquila de lazer no meio de uma paisagem natural rica e principalmente no convívio com gente acolhedora e que sabe receber.


Informações gerais da freguesia S. Lourenço:

Área: 4.07 km2
População Residente: 948 habitantes
Densidade populacional 233 hab/km2

Caracterização da Freguesia:

Referia Manuel Vieira de Aguiar, em meados do século, que São Lourenço do Douro se situava numa posição topográfica de grande declive, "tão intenso que parece cair sobre o Douro". Algum exagero na afirmação, é certo, mas um bom cartão de visita para a Freguesia. Esta posição topográfica tornou-se essencial no povoamento pré-histórico de São Lourenço do Douro. Que decerto existiu. A poente, domina a localidade o pico de Santiago, rodeado pelo castro dos Arados, referenciado abundantemente em ocasiões anteriores.

A toponímia vem também em auxílio deste tese. Nomes como Astrufe (século XIII), germânico, ou Guisoi, da mesma origem, assim o comprovam.
Foram primeiros possuidores do território de São Lourenço, mais a sua Igreja, os Gascos, aos quais se associa normalmente D. Múnio Viegas (século X-XI), o Gasco I.

Os seus descendentes directos eram no século XII e XIII os senhores locais da Freguesia. O irmão de Múnio Viegas, o bispo D. Sisnando, foi inclusivamente senhor da sua Igreja, por ele doada ao também seu Mosteiro de Vila Boa do Bispo.

Em relação à Igreja Paroquial de São Lourenço do Douro, não se conhece a data da sua construção, embora haja referências documentais desde 1240. Em 1538, figurava entre as igrejas da comarca de Sobretâmega como abadia. A respectiva apresentação era feita alternadamente pelo prior do Mosteiro de Vila Boa do Bispo, pelos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho e pelo abade de São João de Alpendorada. Mais tarde passou à apresentação do Padroado Real.

Mais do que o próprio templo paroquial, destacam-se de entre o património cultural de São Lourenço do Douro duas casas senhoriais de grande interesse histórico e arquitectónico: o Solar da Quinta de Pinhete e a Casa do Ribeiro.
A Casa de Pinhete, por seu lado, pertence à família Sanhudo e está ligada à descendência do escritor portuense Arnaldo Gama. É um excelente imóvel, restaurado em 1947 pelo Comandante Moura Bessa, que lhe mandou colocar o brasão depois do seu regresso de África.

Em São Lourenço do Douro, viviam em 1991 1004 habitantes, sendo que em 2001 vivem 948. Embora a indústria seja a actividade principal (55%), a agricultura ocupa também uma parcela importante da sua população activa (33%). São célebres, aliás, os vastos laranjais da Freguesia. A Associação Cultural e Recreativa de São Lourenço do Douro zela pelo interesses culturais da sua população.

Vila Boa de Quires e Maureles

Informações gerais da freguesia Vila Boa do Quires:

Área: 16.18 km2
População Residente: 3.597 habitantes
Densidade populacional: 222 hab/km2
Orago: Santo André
Actividades económicas: Agricultura, indústria têxtil e construção civil
Festas e Romarias: São Sebastião (1º Domingo de Julho) e Nossa Senhora de Fátima (Maio)
Património cultural e edificado: Obras do Fidalgo, Pelourinho da Torre, igreja paroquial, Capela S. Sebastião, Capela da Nossa Senhora do Penedo, Capela do Divino Salvador – Calvário, Casa dos Porto Carreiros e Casa de Vila Boa
Outros locais de interesse turístico: Alto do Castro
Gastronomia: Arroz de forno com anho assado e vinho verde
Artesanato: Chapéus de palha
Colectividades: Banda de Música de Vila Boa de Quires ( tricentenária ), Futebol Clube de Vila Boa de Quires, Motor Clube de Vila Boa de Quires, Associação Cultural e Recreativa de Stº. André/ Rancho de Santo André, Artâmega – Academia das Artes do Marco de Canaveses

Caracterização da Freguesia:

Tanto em termos históricos como patrimoniais, Vila Boa de Quires é uma das mais importantes freguesias do concelho do Marco de Canaveses. É também uma das maiores, em termos de área, e uma das mais populosas.

Situa-se no extremo ocidental do concelho, no limite com o concelho de Penafiel. É atravessado pela ribeira Bufa e pelo ribeiro de S. Paio. O Castro de Quires, situado perto do casal de S. Domingos, perto da partilha com o concelho de Penafiel confirma o povoamento precoce desta freguesia. É um reduto castrejo de grandes dimensões, que manteve até hoje grande parte das suas estruturas habitacionais e três linhas de fortificações. A sua existência é já referida por autores como Pinho Leal, José Augusto Vieira ou mesmo o Padre Carvalho.

Habitado desde o período Calcolítico, o Castro de Quires desenvolve-se num pequeno alto. Na acrópole ainda é possível ver restos da antiga muralha. Á superfície, vêem-se alinhamentos em pedra, respeitantes a construções domésticas. Em termos de espólio, foram recolhidos fragmentos de cerâmica castreja e romana.

A Via de Castro, calçada do período romano, devia servir a população deste castro ou aquela que ocupou a zona depois do período Calcolítico. Foram registadas referências orais á sua existência, mas nunca foram detectados vestígios físicos. De resto os vestígios arqueológicos na área da freguesia são abundantes, no monte de Perafita, encontra-se o sitio arqueológico de Chã – Chouçal – mamoa número 2. Utilizada para enterramento dos mortos no período Neo – Calcolítico, tem um diâmetro de cerca de vinte e cinco metros. A couraça pétrea e a cratera de violação ainda são visíveis.

O Sitio arqueológico da Lagarelha é composto por uma sepultura de datação indeterminada. Não está muito longe do Castro de Quires (menos de um quilómetro a sudoeste), por isso devia estar-lhe associado. A tampa da Sepultura, colocada na posição correcta, ainda se encontra em bom estado de conservação.

A toponímia também remete para a grande antiguidade da freguesia. Vila Boa deve estar relacionada com uma existência de uma «villa» agrária do tempo dos romanos; Quires é um genitivo de Quederici, portanto de origem germânica. Nomes como Roubão, Buriz e Avessões são também desse período.

Um dos primeiros documentos relativos a Vila Boa de Quires menciona a freguesia e os seus terrenos, propriedade na sua maioria, em 1129, de D. Flámula Moniz, que as doou nesse mesmo ano ao Mosteiro de Paço de Sousa.

Segundo as Inquirições de 1258, ordenadas por D. Afonso III, vemos que a paróquia de Vila Boa de Quires estava dividida em duas partes. Uma pertencia ao Julgado de Portocarreiro e a outra ao julgado de Penafiel. Dentro do Couto do Mosteiro, a Maior parte dos casais pertencia aos seus congéneres de Vila Boa do Bispo, deste concelho, e de Mancelos (Amarante).

Esta freguesia estava integrada em plena Honra de Portocarreiro, herdeira da terra medieval do mesmo nome, fundada em 1057 por D. Reymão Garcia. Em Vila Boa de Quires, iriam ser erguidas as principais estruturas administrativas e Judiciais do Concelho: o Pelourinho, a Casa da Câmara e a Cadeia.

Quanto ao mosteiro de Vila Boa de Quires, terá sido fundado posteriormente, sendo o ano provável de construção o de 1185. Há quem refira também a data de 1118. Sabe-se que, no Século XIII, albergava frades beneditinos. Por volta de 1320, foi convertido em Igreja Paroquial, no Século XIX procedeu-se a um aumento do Templo. É um dos bens patrimoniais mais importantes do Concelho, classificado como Monumento Nacional em 1927, a sua Igreja apresenta características românicas tardias, quase proto-góticas. No entanto devido às alterações que sofreu, apresenta também alguns aspectos neoclássicos. A sua arquitectura é marcada pela simplicidade, já que a maior parte da decoração encontra-se nos vãos exteriores e na porta principal. De planta longitudinal, é composta por nave única e capela – mor abobadada. O portal principal tem quatro arquivoltas, em arco quebrado, assente em impostas com cabeças de gado e capitéis muito decorados.

No interior, a capela-mor é decorada com silhar de azulejos de padrão policromo maneirista. O retábulo – mor foi feito num período de transição entre o tardo Barroco e o Neoclássico. Os altares colaterais são em talha policroma marmoreada.

As Obras do Fidalgo são os restos de um solar nobre setecentista que nunca chegou a ser concluído. Estaria presente naquele solar um rococó e um barroco sumptuoso, com toda a exuberância decorativa que lhe está associada.

O Pelourinho, por sua vez, simboliza o passado de independência administrativa da freguesia, classificado como Imóvel de Interesse Público, foi construído aquando da transferência para Vila Boa de Quires da sede do Concelho de Portocarreiro.

Em relação à actualidade, diremos que Vila Boa de Quires é hoje uma das mais povoadas Freguesias do Concelho. Tinha 3498 habitantes em 1991, número que aumentou para 3597 residentes em 2001. É uma Freguesia de paisagem claramente rural, sendo o sector primário (o predominante, com 41% da população activa. Sensivelmente o mesmo valor para indústria, sendo que o comércio, aqui, não apresenta um grande dinamismo. A Associação Cultural, Artística e Desportiva de Vila Boa de Quires, com a sua Banda de Música, prova que a nível de tradições esta gente não perdeu ainda os mais puros valores que desde sempre a caracterizaram.

Não podia faltar uma referência, aqui chegados aos tradicionais chapéus de palha de Vila Boa de Quires. Manifestação importante do artesanato da Freguesia, que se limitou à sua área geográfica e pouco mais. É a trança da palha centeia de Vila Boa de Quires, que já soube merecer de tantos autores a devida recompensa.


Informações gerais da freguesia Maureles:

Área: 3.17 km2
População Residente: 397 habitantes
Densidade populacional: 125 hab/km2
Orago: Santa Maria
População: 397 residentes
Actividades económicas: Agricultura
Festas e Romarias: Santa Maria ( 15 de Agosto)
Património cultural e edificado: Casa da Amoreira, Cruzeiro e Igreja paroquial
Gastronomia: Cabrito assado e vinho verde
Artesanato: Tranças para chapéus e teares de linho
Colectividades: Rancho Folclórico de Santa Maria de Maureles e Maureles Futebol Clube

Caracterização da Freguesia:

Santa Maria de Maureles, no limite do Concelho do Marco de Canaveses com o de Penafiel, foi durante grande parte da sua história um curato de Abragão, freguesia daquele Concelho. Aliás, o primeiro documento referente a esta povoação, em 1542, aponta exactamente "Samta ,Maria de Meireles (..) he capela de Sam Pedro de Abreguão. " Estranha-se o facto de Maureles ter aparecido tão tardiamente na documentação oficial, e com uma grafia tão diferente. Mas também é verdade que o simples topónimo figura já no século XIII: ..termino de bene vivil in loco qui dicitur maioreliis" - (Inquirições de 1220) e "Maioreles (Inquirições de 1258).

Debruçada com suavidade sobre o rio Tâmega, olha graciosamente para leste. É muito fértil, produzindo em abundância todos os géneros próprios destas regiões.Esta fertilidade das terras de Maureles terá incentivado o povoamento inicial da localidade. E a prova está no surgimento, há alguns anos, de restos de estruturas de granito e uma grande quantidade de "tegulae" romanos. Aconteceu aquando do alargamento do caminho municipal que liga Abragão a Maureles e apontou para a época romana, pelo menos, o início do povoamento desta Freguesia.

Ao longo dos séculos, Maureles esteve sempre anexa a outras Freguesias. Apenas em 1936 logrou obter a ansiada autonomia administrativa e religiosa. Pertenceu ao Concelho do Porto Carreiro, a Penafiel e finalmente ao Marco de Canaveses. Pertenceu também, durante muito tempo, a Vila Boa de Quires e a Abragão. Isto, em termos religiosos. O seu primeiro Pároco, há mais de sessenta anos atrás, foi Belmiro Azevedo Matos, que restaurou a Igreja e construiu a Igreja Paroquial.

Além da Igreja, merece ser referida a Casa do Muro Velho, um solar de forte tradição senhorial, acompanhada da Casa do Outeiro, Casa do Cabo (antiga escola) e outras. A beleza natural da Freguesia constitui outro dos bons cartões de visita. Uma beleza que é sublinhada por numerosos moinhos ao longo do ribeiro de São Paio (nasce em Buriz e desagua em Chão da Mó) e também no rio Tâmega.

Só por esta paisagem, estaria justificada uma visita a Maureles.

Com 450 habitantes em 1991 e 397 em 2001, Maureles tem registado um diminuto crescimento populacional ao longo dos últimos anos, sendo actualmente uma das Freguesias menos habitadas do Concelho. Como seria de esperar, a agricultura concentra praticamente metade da sua população activa e o comércio é pouco activo. O Rancho Folclórico de Maureles e o Maureles Futebol Clube são as únicas colectividade em funcionamento na Freguesia.

Constance

Informações gerais da freguesia Avessadas:

Área: 4.80 km2
População Residente 1.750 habitantes
Densidade populacional 345 hab/km2
Orago: Santa Eulália
Actividades económicas: Agricultura, indústria têxtil e produção de alumínios
Festas e Romarias: Santa Eulália (em Julho) Actualmente, esta festa não será realizada por falta de comissão para a realização desse evento.
Património cultural e edificado: Casa da Quintã, Casa dos Condes de Samodães e Paços de Soutelo
Gastronomia: Anho assado e vinho verde

Caracterização da Freguesia

Constance é uma localidade do Concelho de Marco de Canaveses, dista cerca de 5 km da cidade do Marco de Canaveses e situa-se na margem direita do rio Tâmega. Fica rodeada pelas freguesias de Santo Isidoro e Toutosa, a oriente, Vila Caíz e Carvalhosa, a norte, Castelões de Recezinhos, a ocidente, Vila Boa de Quires e Sobretâmega, a sul. Como vias de comunicação possui as linhas-férreas do Douro e Vale Tâmega, a estrada nacional que liga o Porto a Penafiel e, ainda, várias estradas e caminhos camarários que ligam às outras freguesias, e os seus lugares, entre si. Também é cortada pela A4, Porto – Vila Real. Há, ainda, uma via rápida que liga a A4 à Vila de Baião.

A Freguesia de Constance abrange uma larga extensão do vale por onde passa a linha do Douro. Situa-se dentro dos seus limites, a estação da Livração donde parte a via estreita de caminho de ferro para Amarante.

Antes de pertencer à comarca de Guimarães, Penafiel e Amarante, pertenceu à comarca do Porto.

Foi sempre do Distrito do Porto e sua Diocese, e o seu Bispo mediante concurso sidonal, apresentava e confirmava o Abade que recebia de renda no princípio do século XVIII, 120.000 Reis.

Todas as terras têm a sua especificidade, a sua "alma" muito própria, os seus valores únicos. Estes "clichés", frases feitas, geralmente do agrado dos leitores de monografias, ganham um estatuto de verdade absoluta em Santa Eulália de Constance, insofismável concretização de elogiosos epítetos. A especificidade de Constance começa no próprio nome da Freguesia, única no país a ser assim baptizada. O topónimo, bastas vezes confundido com Constante ou Constância, é um genitivo de Constantius, do latim "constantii". A proveniência do nome poderá vir da dominação romana ou dos primeiros séculos pós-reconquista Cristã.

Constance foi também a primeira e a única Freguesia do Concelho a instituir um brasão. No "coração" do seu escudo, uma locomotiva, factor de desenvolvimento económico da povoação. Ainda duas rodas: uma mó e uma roda dentada, que caracterizam a sua vocação industrial. A agricultura está representada por um cacho de uvas com sua parra.

A primeira vez que Constance surge na documentação escrita data das Inquirições de 1258. A actual Freguesia é citada, aí, como "Sancte Ovaye de Constansi". Em documentos do século seguinte, vão aparecer já referências à sua Igreja – "Ecclesiam Sancte Eolalie de Constancim" (1320) das quais se depreende que a Paróquia estaria constituída nesta altura.

Antes disso, no entanto, Constance conhecera já um momento histórico de grande importância. Aqui viveu a rainha D. Mafalda, fundadora da Albergaria de Canaveses. Pertenceu-lhe, em Constance, a Quinta do Paço de Soutelo, que ainda hoje representa um dos seus maiores motivos de interesse.

A tradição, seguida pelos mais diversos autores, refere ser esta D. Mafalda, pela coincidência do nome, a primeira rainha de Portugal, mulher de D. Afonso Henriques. Mas a realidade é bem diferente. Esta D. Mafalda era antes a sua neta, filha de D. Sancho I e de D. Dulce.

Insinuante figura da alta Idade Média, mística e, sobretudo, belíssima, D. Mafalda fora rainha de Castela, casada com D. Henrique (sucessor de D. Afonso VII). Mas com a morte precoce do jovem monarca, regressou a Portugal e não mais deixou o título de rainha.

No lugar de Soutelo, dizíamos, existia nos inícios do século XIII o tal Paço de D. Mafalda. Aliás, as Inquirições de 1258 aludem já a este lugar, então integrado no Concelho de Santa-Cruz de Riba Tâmega. Apenas com dois casais, Soutelo terá sido originalmente uma pequena propriedade de D. Egas Moniz, aio de D. Afonso Henriques. Sua filha, ama de D. Mafalda, deixou-lhe vastíssimos haveres, entre os quais o referido paço. Além da multi-secular Casa de Soutelo, muito modificada em relação ao seu traço original, pode – se ainda ver em Constance, a Casa da Quintã – Solar do Conde de Samodães, que foi propriedade de uma das mais ilustres famílias da Freguesia, os Magalhães.

Do património religioso de Constance, resta hoje a Capela desta Casa e a Igreja Matriz. Existiu uma Capela dedicada a Santa Ana e uma outra da invocação de São Mamede.

Quanto ao templo paroquial, de três altares, era originalmente românica, mas desse estilo resta apenas a porta lateral de uma só arcada, assente em dois pés direitos. No tímpano, apoiado em consolas semelhantes às de Mancelos (Amarante), encontra-se uma representação da árvore da vida, que costuma surgir frequentemente neste tipo de Igrejas.

Banhada pelo rio Odres e pelo Bufo, Constance tem as características necessárias para o aproveitamento agrícola das suas terras férteis. Apesar disso, é a indústria que congrega a maior parte (49%). No entanto, há, também que apontar outras actividades, como o sector têxtil, a fundição de alumínio, o fabrico de urnas e a panificação.

Actualmente tem 1399 recenseamentos e 1750 habitantes, a freguesia de Constance é uma pequena aldeia em desenvolvimento.

A Freguesia de Constance dispõe de duas escolas pré-primárias e duas escolas do primeiro ciclo.

A nível cultural, há apenas a referir as actividades desenvolvidas pelo grupo de jovens da Igreja.

Como instituições temos:

  • Associação Recreativa e Cultural do Outeiro (ARCO);
  • Associação Desportiva de Constance;
  • Bombeiros Voluntários do Marco de Canaveses, Secção nº 5 de Constance;
  • Associação de Pais e Encarregados de Educação das Escolas de Constance (APEEEC);
  • Rancho Folclórico Santa Eulália de Constance.

Soalhães

Informações gerais da freguesia Soalhães:

Área: 24.03 km2
População Residente: 3 817 habitantes
Densidade populacional: 159 hab/km2
Orago: S. Martinho
População: 3817 residentes
Actividades económicas: Agricultura, matadouro, panificação e distribuição de bens alimentares
Feiras: Semanal, às sextas-feiras
Festas e Romarias: S. Martinho ( 11 de Novembro) e S. Miguel ( último fim de semana de Setembro)
Património cultural e edificado: Igreja paroquial, Penedo de Cuba, pelourinho, Casa da Quintã, Casa do Santo, Casa da Devesa e Casa de Telhe
Gastronomia: Arroz de Forno, anho assado e biscoitos
Colectividades: Grupo Desportivo e Recreativo de Soalhães, G.D.R. de Ramalhães, Casa do Povo, Rancho Folclórico de Ribeira e Quintã, Grupo de Danças e Cantares de Soalhães, Clube de Caçadores de Soalhães.

Caracterização da Freguesia:

É a maior Freguesia do Marco de Canaveses. É, porventura, uma das que mais tradições históricas ostenta. Situada na margem direita do rio Douro, estende-se desde a Serra da Aboboreira, que acompanha em grande extensão, até à ribeira do Juncal.
Pela sua localização, seria fácil de prever um forte povoamento pré-histórico. Os dados arqueológicos confirmam-no. Entre os lugares de Quintela e Vinheiros, encontra-se o Castro de São Tiago, perto de duas elevações cónicas, uma das quais tem no topo uma pequena ermida daquela invocação. No monte referido, são ainda visíveis alguns troços de três ordens de muralhas, formando o mesmo número de anéis, e algumas habitações castrejas, das quais restam apenas várias pedras amontoadas. Do espólio reunido, regista-se um fragmento de asa de ânfora, pedaços de "Tegulae" e um cossoiro.

Mas não se fica por aqui o património arqueológico de Soalhães. Entre muitos dos vestígios que poderiamos analisar, nos lugares de Miráz, Poço, Lavra, Eido, Pinhão ou Campelo (conforme os estudos de João Belmiro da Silva), destacaremos a Gruta das Coriscadas, no lugar do mesmo nome, que foi alvo de diversas interpretações por parte da população local. Pensavam ser aquele sítio uma vala comum, dada a grande quantidade de ossadas ali encontradas. É um espaço existente sob um penedo arredondado, o "Penedo de úlba", com cerca de cinco metros quadrados. Uma gruta natural, ou fenda aproveitada para tumulação desde tempos pré-históricos.

Se a arqueologia comprova o povoamento castrejo de Soalhães, a toponímia atesta a passagem dos godos por aqui. Assim acontece com o próprio nome da Freguesia. Segundo Joseph Piel, Soalhães é genitivo do antropónimo Sunila ou Soela, nome geográfico abundantemente documentado na Idade Média. O mesmo sucede com Telhe, cujo genitivo, Telli, é um nome pessoal de origem germânica.

Ou Miraz, patronímico de um antropónimo da mesma origem.

Em meados do século XI, encontramos novas referências a um Mosteiro que estava então a ser disputado por elementos da estirpe dos Gascos, sem grande sucesso. Foi D. Sancho II, antes de 1245, que o extinguiu e o converteu em simples Igreja Paroquial. As próprias Inquirições de 1258 referem-na apenas como tal.
O Morgado de Soalhães, por sua vez, iria ser instituído em Maio de 1034 por D. João Martins, Bispo de Lisboa. Filho de Gonçalo Gonçalves de Portocarreiro, Arcebispo de Braga, nomeou para administrador daquele o seu filho Vasco Anes. Um morgado importantíssimo em rendas e honras, pois tinha um património que englobava Lisboa, Porto, Coimbra e Viseu.

Por carta de Julho de 1373, o rei D. Fernando doou a Gonçalo Mendes de Vasconcelos a terra de Soalhães, concedendo-lhe sobre ela toda a jurisdição. Foi ele, assim o podemos considerar, o primeiro senhor de Soalhães. O Julgado ou Concelho de Soalhães já existia no século XIII. Abrangia as seguintes povoações: Folhada, Fornos, Mesquinhata, Soalhães, Tabuado e Várzea da Ovelha (Aliviada).

O Concelho recebeu foral de D. Manuel I, em Lisboa, corria o ano de 1514. Iria ser extinto em 31 de Novembro de 1853 por motivos administrativos, ligados à força que então deteve o actual Concelho de Marco de Canaveses.

Símbolo do extinto Concelho, é o pelourinho, monumento nacional pelo valor histórico e artístico que ostenta. Igual importância, ou talvez mais, tem a Igreja Matriz, originalmente românica apesar dos restauros que sofreu, ainda apresenta algumas características desse período, como a porta principal, com duas ordens de colunas de cada lado e três arquivoltas quebradas. Os capitéis estão decorados com elementos vegetais e são proto-góticos. Ao lado da fachada, ergue-se uma robusta torre, medieval mas muito desfigurada. No interior do templo, destacam-se os 91 caixotões do tecto e os azulejos setecentistas das paredes da nave e da sacristia.
Actualmente, Soalhães é a segunda freguesia mais populosa do Concelho. Um presente que bem honra o seu passado. A agricultura é ainda assim a actividade dominante da sua população activa (40%,), seguida de uma indústria em nítido desenvolvimento. Funcionam na povoação duas colectividades, o Rancho Folclórico de Ribeira e Quinta de Soalhães e o Grupo Desportivo e Recreativo da Terra.

Santo Isidoro e Livração

Informações gerais da freguesia Santo Isidoro:

Área: 3.79 km2
População Residente: 1.583 habitantes
Densidade populacional: 418 hab/km2
Orago: Santo Isidoro
População: 1583 residentes
Actividades económicas: Agricultura, indústria têxtil e transformação de madeira
Feiras: Mensal aos dias 29
Festas e Romarias: Santo Isidoro (2ª Quinzena de Abril)
Património cultural e edificado: Igreja paroquial, Ponte Medieval do Bairro e Cruz do Paço
Outros locais de interesse turístico: Boavista
Gastronomia: Arroz de Forno e vinho verde
Artesanato: Mantas de Retalho
Colectividades: Centro Cultural Recreativo de Santo Isidoro, Movimento da Juventude e Clube de Pesca de Santo Isidoro

Caracterização da Freguesia

Sobranceira ao rio Tâmega, aí está a Freguesia de Santo Isidoro, por isso mesmo também designada de Riba Tâmega. Ocupa as vertentes dos montes de Santa Cruz, estando delimitada por Toutosa, Sobretâmega, Vila Caíz (Amarante) e pelo rio. Encontra-se a quatro quilómetros da sede do Concelho.

A instituição paroquial de Santo Isidoro ocorreu depois do século XIII, já que até então não é citada entre as povoações que constituíam o julgado ou circunscrição administrativa de Santa Cruz de Riba Tâmega, ao qual o Concelho pertenceu até 1855. Deveria estar incluído como simples lugar em Toutosa.

Um hagiotopónimo, Santo Isidoro, presente no nome da Freguesia. Porventura ligado a cultos pagãos muito antigos. Aliás, a topografia confirma a antiguidade do seu povoamento. A sede da paróquia ocupa o cume de um monte de grande declive, rodeado pelo Tâmega e por um ribeiro afluente dele.
Perto do lugar de Bouças, existe o chamado Penedo da Moura, uma grande pedra que parece ter sido uma anta, há muito desmantelada. Em redor, vestígios de povoamento castrejo (Toutosa) e de ocupação romana (Canaveses).

Santo Isidoro teve os privilégios de beetria, raros nas honras do nosso país. Terá sido seu senhor Egas Moniz, o célebre aio de D. Afonso Henriques, que também possuía a beetria de Canaveses e a de Tuías. O título poderá ter derivado do facto de estar senhorialmente anexo a Canaveses.
Uma carta de D. Manuel I, de Julho de 1497, afirma-o claramente: "beetria e vila de Canaveses com as honras e lugares a ela anexos". Alguns autores pensam, no entanto, que este privilégio de beetria, findado em 1550 por ordem de D. João III (depois da morte de D. Jorge, sobrinho de D. Manuel I), foi sempre pouco mais do que ilusório.

Em 1809, sofreu Santo Isidoro de Riba-Tâmega os efeitos da segunda revolução francesa. Foi no lugar do Paço que decorreu uma sangrenta batalha entre as tropas gaulesas e portuguesas. Nesse local, foi colocada uma cruz sobre dois penedos sobrepostos, em memória do acontecimento.
Do património cultural desta Freguesia, ressalta, inevitávelmente, a Igreja Matriz, um dos melhores exemplares de românico rural do Concelho. Templo pequeno, cujo interior apresenta três altares, uma excelente imagem do Padroeiro, escultura de Teixeira Lopes oferecida em 1898 a Azevedo Maia, o pároco da Freguesia, e um conjunto de frescos de grande beleza com a assinatura "Moraes", provavelmente o autor dos trabalhos.

O exterior da igreja é semelhante aos monumentos deste estilo, linhas sóbrias, bem proporcionadas e muito simples. É constituída por duas partes quadrangulares, a da nave e a da cabeceira. O portal principal apresenta duas ordens de colunas, que sustentam a arcatura, levemente apontada. Sobrepujando a porta, em vez da habitual rosácea, um olho de boi.

Toda a decoração é, aqui, extremamente simples, tanto no exterior como no interior.
A Casa da Boavista, pertencente a uma família de grandes tradições, ostenta no interior um brasão d'armas, num painel de azulejaria. Foi restaurada recentemente e aproveitada para Turismo de Habitação.

A indústria, actualmente, é a actividade mais importante desta Freguesia, ocupando 57% da sua população activa. Viviam aqui, segundo dados de 1991,1474 habitantes, número esse que passou para 1583 no ano de 2001. O Centro Cultural, Recreativo e Folclórico de Santo Isidoro é a única associação em funcionamento nesta Freguesia.


Informações gerais da freguesia Toutosa:

Área: 1.00 km2
População Residente: 700 habitantes
Densidade populacional: 700 hab/km2
Orago: Santa Cristina
Actividades económicas: Agricultura, Comércio, Serviços e Indústria (1 fábrica textil)
Festas e Romarias: Senhora da Livração (Maio dia da Ascenção)
Património cultural e edificado: Santuário da Senhora da Livração, Casa do Ribeiro, Casa da Sobreira e Casa da Chaminé(construida em 1820, pertenceu à familia Marramaque)

Caracterização da Freguesia

Freguesia do Norte do Concelho, no limite com o de Amarante, Santa Cristina de Toutosa deve o seu nome à orografia local. Deriva de touta e é topónimo único no nosso país. A Toutosa, está ligada de forma indelével a Senhora da Livração e o seu Santuário, fundado a partir de uma solene promessa.

Conta José Augusto Vieira no "Minho Pittoresco"; "Um christão novo em viagem de paizes longinquos esteve prestes a ver submergido o navio em que regressava à patria, e n'essa occasião de perigo recorreu ao patrocinio da Virgem, para que o livrasse de morte tão imminente”.

A tempestade acalmou e o navio entrou a salvamento, pelo que o homem, grato a tão importante benficio, resolveu mandar construir em honra da Senhora, e sob o titulo de Livração, uma ermida de São Sebastião, escolheu este sitio para realisar o seu voto, o que fez dando logo principio à obra.

Os milagres e a devoção fizeram depois o resto, resolvendo o povo ampliar a primitiva ermida e construir a espaçosa egreja que ora existe, o que fez pouco mais ou menos no principio do século XVII/".

Ainda hoje, é a Igreja da Senhora da Livração objecto de ardente culto pela população da Freguesia e das aldeias vizinhas. Concluída em Janeiro de 1721, e benzida logo a seguir, foi elevada à categoria de Igreja Paroquial em 1890, sendo demolida no mesmo ano a velha matriz.

Recuando no tempo, temos a arqueologia a suportar a antiguidade do povoamento de Toutosa. Em Alvim, no limite desta Freguesia com a de Santo Isidoro, surgiu há alguns anos um "tesouro" romano, constituído por algumas moedas em ouro e prata, que foi levado para o Porto pelo seu proprietário. Em Vila Caíz, muito perto de Toutosa, apareceu uma estela funerária com inscrição inédita.

Santa Cristina de Toutosa, Tabosa em 1358, segundo Fortunato de Almeida, pertenceu ao Concelho de Santa Cruz de Riba-Tâmega e à Comarca de Guimarães, primeiro, e depois à de Penafiel fez parte do Couto de Travanca, sendo uma abadia da apresentação da Mitra. Transitou da Diocese de Braga para a do Porto em 1882.

Além do Santuário da Senhora da Livração, "um templo majestoso com o tecto de madeira apainelado, espaçoso, com três altares, todos muitos bem dourados e ricos de talha" (Manuel Vieira de Aguiar), destaca-se a Casa do Ribeiro. Um imponente solar do século XVII, habitado por Manuel de Vasconcelos e seu filho, António de Vasconcelos, dois capitães-mor de Santa Cruz de Riba-Tâmega. Refere Fernando de Pamplona, seu antigo proprietário: " entrada da casa faz-se por um dos portões almofadados da frontaria, através de harmonioso pátio de pedra e de larga escadaria de dois lanços, divididos por um arco. Os amplos salões têm tectos de masseira ou de gamela, alguns dignos de ver-se. (...) Dá acesso ao terreiro um portal de linhas maneiristas encurvadas e pináculos piramidais."

Quanto à Casa da Sobreira, situada à beira da estrada Nacional nº 312, é também brasonada. Foi construída no último quartel do século XIX, sendo seu propriétario o visconde da sobreira que exerceu funções de presidente da camara. É de salientar a mistura que aqui se faz entre o granito e o ferro forjado, bem característica daquela época. É o caso do portão de entrada, de ferro e assente em duas colunas de granito. Aí se encontra a inscrição: "Sobreira -1893".

A Estação dos Caminhos de Ferro da Livração, que a partir da sua entrada em funcionamento muito dinamizou a economia local. Dinamismo bem patente no desenvolvimento ocorrido nos últimos anos, ao nível de acessos, na criação da escola EB2,3, quer mesmo ao nível de serviços. Esta freguesia possui há quarenta anos uma farmácia e o Centro de Saúde.

A Freguesia de Toutosa em 1991 tinha 747 habitantes numero esse que teve um acentuado decréscimo para 559 habitantes no ano de 2001. A agricultura detem uma pequena parcela da população activa (9%), que na sua maioria se concentra na indústria (54%). A nível cultural, desde há muitos anos que a Associação cultural da casa do povo da Livração da qual faz parte o Rancho Folclórico da Casa do Povo da Livração vai fazendo a divulgação da etnografia de uma população que vê, a cada dia que passa, as suas aspirações sociais concretizadas. Para além do folclore, na casa do Povo existe um Centro de Dia, uma escola de música, Yoga e Karaté.

A freguesia conta ainda com mais duas associações, o GRUTA–CCL, Grupo de Teatro Amador da Livração que para além das peças de teatro tem organizado “O Verão Cultural” (espectáculos ao sábado à noite de Julho a Setembro no Largo da Livração) e o Grupo Desportivo da Livração, fundado em 1964 (futebol e natação).

Sobretâmega

Informações gerais da freguesia Soalhães:

Área: 2.82 km2
População Residente: 1.124 habitantes (Censos 2001)
Densidade populacional: 399 hab/km2
Orago: Santa Maria Maior
Actividades económicas: Indústria têxtil, indústria de panificação, construção civil e transformação de alumínio
Sistema de transportes: inclui uma carreira diária de camionetas e uma praça de táxis
Ensino: Existe um centro escolar constituído por um jardim-de-infância e uma escola primária
Locais para a prática desportiva: Parque Fluvial do Tâmega e campo de futebol de Sobretâmega
Festas e Romarias: Cantar das Janeiras e Reis, Carnaval e Páscoa
Gastronomia: Anho Assado com Arroz de Forno, Bazulaque (Verde) e Pão Podre (bolo típico da Páscoa)
Património cultural e edificado: Casa da Palmatória, Casa de Penidos, Casa da Ribeira, Casa do Terreiro do Santo, Capela de S. Sebastião, Rua Direita e Igreja de Santa Maria de Sobretâmega

Caracterização da Freguesia:

Situada na margem direita do rio Tâmega, esta freguesia deve o seu nome à localização geográfica. A sua antiguidade faz-nos crer que os romanos aqui terão feito uma passagem, com o objectivo de ligar dois aglomerados em igual fase de desenvolvimento. Aliás, um marco miliário achado do lado de Sobretâmega, e que pertenceria à respectiva estrada militar, comprova a afirmação anterior. Terão sido eles também a transformar a actual freguesia numa estância balnear, aproveitando para isso a sua nascente de águas minerais, sulfurosas e arseniadas, únicas em Portugal.

Com uma área de 410 ha, Sobretâmega conta com cerca de 1.124 habitantes. É uma freguesia que vive essencialmente da indústria, sector que ocupa mais de 56% da sua população activa, as confecções e a construção civil são as áreas com maior destaque. A agricultura ocupa uma pequena parte da população e a maior parte das pessoas que se dedica a este sector fá-lo como actividade de auto-consumo.

Nos últimos anos, o sector terciário foi-se afirmando e, actualmente, a freguesia tem minimercados, cafés e restaurantes, um posto de abastecimento de combustíveis e uma unidade de alojamento. Relativamente ao turismo, este está a ser fomentado pelo aproveitamento da zona ribeirinha do Tâmega. O Parque Fluvial do Tâmega, com o seu circuito pedonal e de manutenção, com os passadiços de pesca, com a fluvina, com os restaurantes, com o parque de merendas e com o parque infantil, é um importante ponto de atracção turística.